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Giro Veja: Intervenção de Bolsonaro faz ações da Petrobras caírem

Ação não é novidade: A ex-presidente Dilma Rousseff optou pela política de controle de preços para segurar a inflação

Por da Redação - 12 abr 2019, 18h07

O mercado acordou tenso nesta terça-feira com a notícia de que o presidente Jair Bolsonaro conversou com o presidente da Petrobras, Roberto Castelo Branco, e pediu que a estatal voltasse atrás da decisão de reajustar o diesel em 5,7%. O tema é delicado e deixa os investidores atentos. Apesar de ser uma empresa estatal, a Petrobras comercializa ações em bolsas de valores e tem acionistas. A política de controle de preços adotada pela ex-presidente Dilma Rouseff para conter a inflação, por exemplo, foi considerada uma das causas do desequilíbrio da estatal, que perdeu muito valor de mercado entre os anos de 2015 e 2016. Por isso, o presidente Bolsonaro está em uma situação nada fácil: se conceder o aumento do diesel, vai desagradar os caminhoneiros que ameaçam, desde o fim do ano passado, começar uma nova greve. Caso segure o preço, pode gerar inflação, aumentar a tensão no mercado e provocar uma desvalorização ainda maior das ações da Petrobras.

 

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