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Crackers roubam 45 milhões de dólares de caixas eletrônicos

Ação durou cerca de 10 horas e envolveu criminosos em mais de 20 países

Por Da Redação - 9 maio 2013, 17h13

No dia 19 de fevereiro de 2013, um grupo de crackers sacou mais de 45 milhões de dólares de caixas eletrônicos ao redor do mundo. De acordo com o jornal The New York Times, o crime, que só foi divulgado nesta quinta-feira, contou com um esquema elaborado de fraudes que culminou em mais de 40.000 transações durante um período de 10 horas em diversas cidades do país. A publicação aponta que, só na cidade Nova York, foram registrados cerca de 3.000 saques, somando 2,4 milhões de dólares.

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As autoridades acreditam que a operação envolveu pessoas em mais de 20 países. Os crackers invadiram os servidores de uma empresa – ainda não identificada – que lidava diretamente com operadoras de cartões de crédito, entre elas Visa e Mastercard. Com informações confidenciais e acesso irrestrito ao sistema, o grupo criou 12 contas no Banco de Muskat, de Omã, e falsificou diversos cartões de débito pré-pagos utilizados na ação. “No lugar de armas e máscaras, essa organização utilizou computadores e a internet”, afirmou a procuradora americana Loretta Lynch ao jornal.

Segundo as investigações, o provável líder da ação era Alberto Lajud-Pena, de 23 anos, que foi encontrado morto na República Dominicana no último dia 27 de abril. Outras sete pessoas foram presas por fraude e lavagem de dinheiro, mas seus nomes não foram divulgados. O NY Times aponta que as agências de segurança de diversos países, como Japão, Canadá, Alemanha e Romênia, também estão investigando o caso.

Em dezembro de 2012, uma tática similar foi usada por crackers nos Estados Unidos. Na ocasião, foram sacados mais de 10 milhões de dólares de caixas eletrônicos. Acredita-se que os dois casos estão relacionados, e que o primeiro crime não passou de um “teste” para o ataque que aconteceu em fevereiro.

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