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‘Zika vírus se propaga de forma explosiva nas Américas’, alerta OMS

A Organização Mundial de Saúde avalia que vírus vai infectar 1,5 milhão de pessoas só no Brasil e anuncia uma reunião para discutir o combate ao vírus

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou na manhã desta segunda-feira que a epidemia de zika “propaga-se de maneira explosiva” nas Américas. A organização também anunciou a realização de uma reunião do comitê de emergência na próxima segunda-feira para decidir se a epidemia constitui “uma urgência de saúde pública de nível internacional”. “O nível de alerta é extremamente alto para esta epidemia. Estamos preocupados com uma potencial disseminação internacional”, afirmou Margaret Chan, diretora geral da OMS. De acordo com a organização, a estimativa é que o vírus infecte entre 3 milhões e 4 milhões de pessoas nas Américas — 1,5 milhão só no Brasil.

Ainda nesta quinta-feira, o Ministério da Saúde anunciou que vai apresentar à OMS os resultados de um estudo sobre a relação entre o zika vírus e a microcefalia. “O estudo mostrará que mulheres contaminadas pelo zika têm um índice elevado muitas vezes de desenvolver microcefalia em seus bebês”, disse o chefe da delegação brasileira nas reuniões da OMS, Jarbas Barbosa.

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Vacina – O desenvolvimento de um imunizante contra a doença faz parte dos trabalhos conjuntos entre Brasil e Estados Unidos. A parceria também busca estabelecer uma relação entre a microcefalia e o vírus. Após uma reunião com representantes do governo americano realizada quarta-feira em Genebra, Barbosa disse que uma vacina apenas poderia começar a ser usada em três anos, embora o prazo normal de desenvolvimento de uma vacina seja de dez anos.

Enquanto não existe vacina, o governo federal decidiu mobilizar 60% do efetivo das Forças Armadas (Exército, Marinha e Aeronáutica) no combate ao mosquito. Os 220 mil militares participarão de ações de combate aos focos de proliferação do mosquito e campanhas de conscientização à população.

Surto – Nesta semana casos de zika foram identificados na Dinamarca e na Áustria em pacientes que haviam retornado de viagem à América Latina recentemente. A Nicarágua também registrou seus dois primeiros casos de pessoas infectadas pelo vírus. No entanto, ainda não se sabe se houve transmissão local ou se os casos são importados.

(Da redação)

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