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Zika pode estar associado a mais dois graves distúrbios neurológicos

Dois estudos publicados recentemente relacionaram o vírus ao desenvolvimento de mielite e meningoencefalite

O zika vírus pode estar associado a outros dois distúrbios neurológicos graves. De acordo com dois estudos publicados recentemente nas revistas científicas Lancet e The New England Journal of Medicine, a infecção estaria relacionada ao desenvolvimento de mielite, uma rara e grave inflamação na medula e meningoencefalite, uma inflamação das meninges e do cérebro.

O primeiro estudo, publicado no Lancet relatou o caso de uma adolescente de 15 anos, moradora da ilha de Guadalupe, no Caribe. A jovem foi hospitalizada em janeiro deste ano com paralisia do lado esquerdo do corpo, fortes dores nos músculos e na cabeça e retenção urinária. Os exames confirmaram mielite, uma rara e grave inflamação na medula.

Após o diagnóstico, os médicos realizaram testes para identificar a causa da inflamação. Os resultados deram negativo para possíveis causas, como herpes, catapora, doença do legionário e pneumonia por micoplasma, mas positivo (e com altas concentrações) para zika. De acordo com os médicos, a paciente ainda está internada, mas se recupera bem.

“Este caso força a hipótese sobre a natureza neurotrópica do zika vírus”, escreveram os autores.

Como este é o primeiro caso relatado da associação do distúrbio à infecção, os pesquisadores afirmam que ainda são necessários mais estudos sobre o assunto, mas ressaltam que esta pode, sim, ser mais uma doença grave associada ao vírus.

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Meningoencefalite e zika – Já o estudo publicado no The New England Journal of Medicine relata o caso de um homem de 81 anos que foi infectado com zika durante um cruzeiro no Pacífico Sul e desenvolveu meningoencefalite, uma inflamação das meninges e do cérebro.

O paciente chegou ao hospital com febre e logo em seguida entrou em coma, quando foi transferido para uma unidade de tratamento intensivo (UTI). Exames de imagem diagnosticaram a meningoencefalite e testes sanguíneos identificaram a infecção por zika.

“Os médicos devem estar a par de que o vírus do zika pode estar associado com a meningoencefalite”, advertem os autores.

De acordo com os autores, em apenas alguns dias o homem começou a melhorar e 38 dias após chegar ao hospital ele já estava completamente recuperado.

(Da redação)

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