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Zika não causará grande impacto econômico na América Latina, dizem especialistas

Segundo a consultoria inglesa Capital Economics, epidemia do vírus não deve ser obstáculo para crescimento econômico

A propagação do zika na América Latina não deve ser um grande empecilho para o crescimento econômico neste ano. Segundo a Capital Economics, consultoria de economia baseada em Londres, na Inglaterra, apesar de ser uma importante questão de saúde pública, o vírus não terá um grande impacto na economia da região.

Na semana passada o governo brasileiro admitiu que a declaração do zika como emergência mundial de saúde pode afetar o turismo no país, mas somente em curto prazo. Estima-se que 1,5 milhão de pessoas podem estar infectadas pelo vírus no Brasil. Na América Latina, esse número pode chegar a 5 milhões.

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Geralmente, o zika é assintomático ou causa apenas sintomas leves, como febre baixa, dor nas articulações e na cabeça. A infecção também tem sido associada ao nascimento de bebês com microcefalia e à síndrome Guillain-Barré, uma rara doença neurológica.

Ainda não existe uma vacina contra a doença, mas, segundo informou a OMS na segunda-feira, pelo menos doze grupos de pesquisa estão trabalhando no desenvolvimento de um imunizante contra o vírus. No entanto, todos esses trabalhos estão em fase inicial.

A OMS está selecionando pesquisas na área para determinar quais devem ter prioridade e informou que atua no sentido de facilitar os trâmites regulatórios para a aprovação de testes clínicos nos países afetados.

(Da redação)

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