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Com apenas dois anos, bebês já usam dispositivos ‘touch screen’

De acordo com nova pesquisa, as crianças são capazes de deslizar a tela, desbloquear o aparelho e até procurar aplicativos específicos em smartphones e tablets

Crianças de dois anos estão totalmente adaptadas para utilizar dispositivos touchscreen. É o que mostra uma pesquisa publicada recentemente na revista científica Archives of Disease in Childhood. De acordo com o levantamento, nessa idade elas já conseguem deslizar a tela, desbloquear e até procurar aplicativos em smartphones e tablets.

Para o estudo, os pesquisadores do Hospital da Universidade Cork, na Irlanda, pediram para pais de 82 crianças com idade entre um e três anos preencherem questionários sobre o uso e acesso dos filhos a aparelhos touch screen. Os resultados mostraram que a maioria dos pais (82%) tinha um smartphone ou tablet. Destes, 87% deixavam seus filhos brincarem com o dispositivo por, em média, 15 minutos por dia. Além disso, 26% afirmaram ter feito o download de algum aplicativo especialmente para a criança.

Em relação à interação das crianças com estes dispositivos, 91% dos pais disseram que seus filhos eram capazes de deslizar a tela para ir para outra ou mudar uma imagem, 50% conseguiam desbloqueá-la e quase 66% procuravam por aplicativos e itens específicos nas telas. A média de idade das crianças que conseguiam realizar as três atividades era de dois anos.

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De acordo com os pesquisadores, esse nível de interatividade é semelhante ao das formas tradicionais de jogo interativo e a tecnologia pode contribuir para o desenvolvimento infantil. “Dispositivos interativos de tela touch screen oferecem um nível de engajamento não experimentado anteriormente com outras formas de mídia e são mais parecidas com jogos tradicionais”, escreveram os autores.

Isso, segundo eles, abre espaço para a aplicação destes dispositivos tanto para avaliação do desenvolvimento como também para a intervenção em crianças que tenham dificuldade de aprendizado. “Já foram criados muitos aplicativos para bebês e crianças pequenas, mas não há regulação da qualidade, valor educativo ou segurança. Essas são algumas das preocupações em relações ao uso, assim como ocorre com a televisão”.

(Da redação)

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