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‘Botox não cura mágoa’, diz dermatologista

Jardis Volpe diz que muitos pacientes “ficam meio viciados” na toxina que deixa a pele do rosto mais lisa e que, muitas vezes, ele é obrigado a contê-los

Por Guilherme Dearo - 26 maio 2012, 14h55

O senhor é contra o Botox?

Não. Eu combato o exagero que acaba deixando as pessoas com cara de boneco de cera. O Botox tem um efeito imediato, mas é passageiro. Por isso, muitos pacientes ficam ávidos por novas aplicações. O pessoal fica meio viciado, como se o Botox fosse uma droga.

O que o senhor faz para conter esse impulso?

Sou incisivo, falo direto: “Você vai ficar ridícula se fizer mais uma aplicação”. Quando o caso é extremo, recorro a uma psicóloga, para conversar com calma com o paciente. As pessoas precisam aprender que Botox não cura mágoa de ninguém.

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Como seus pacientes reagem às suas negativas?

Nem todos recebem bem. Mas, diante do que vejo, eu me sinto obrigado a fazer isso. Até minha mãe aplicou Botox uma vez e ficou horrível. Falei para ela nunca mais repetir o erro.

Quem mais exagera?

Prefiro comentar sobre as celebridades estrangeiras. A (estilista italiana) Donatella Versace é o melhor exemplo do que não se deve fazer. Mas no Brasil tem muita gente indo por esse caminho.

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Quem?

Gosto mais dos exemplos positivos. Entre as minhas pacientes, a Regina Duarte é um modelo. Ela lida com o envelhecimento sem recorrer a nenhum tipo de intervenção exagerada. A Maria Fernanda Cândido também se destaca. Ela prefere tratamentos menos invasivos, e nem por isso deixa de ser um referencial de beleza.

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