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Alzheimer pode ter início 18 anos antes dos primeiros sintomas

A partir de avaliações simples, pesquisadores da Universidade Rush, nos Estados Unidos, mostraram que os participantes já apresentavam sinais de declínio cognitivo quase duas décadas antes do diagnóstico da doença

Por Da Redação - 25 jun 2015, 16h47

O desenvolvimento do Alzheimer pode começar 18 anos antes do aparecimento dos primeiros sintomas da doença e, consequentemente, do diagnóstico. É o que mostra um novo levantamento publicado na última edição da revista científica Neurology. Até agora, os estudos haviam mostrado que os processos biológicos que causam o transtorno começavam entre 10 e 12 anos antes de os doentes notarem os primeiros sinais do declínio cognitivo.

Para o estudo, os pesquisadores da Universidade Rush, nos Estados Unidos, acompanharam 2 125 idosos durante duas décadas. Os voluntários eram saudáveis e tinham, no mínimo, 65 anos. A cada três anos, os participantes eram submetidos a testes para avaliar a função cognitiva.

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Ao final do estudo, 21% dos participantes tinham sido diagnosticados com a doença. Ao olharem para os resultados das avaliações, os pesquisadores perceberam que aqueles que receberam o diagnóstico sempre apresentaram pontuações mais baixas durante todo o estudo. Na verdade, a pontuação diminuiu de forma progressiva em cada teste. Segundo a conclusão do estudo, para cada ponto a menos, o risco de desenvolver Alzheimer aumentava 85%.

Os autores alertam, contudo, que os resultados só servem para o grupo estudado e ainda não podem ser utilizados para prever o risco de um indivíduo desenvolver a doença. A pesquisa aponta para novas abordagens como a utilização de testes não-invasivos e de fácil aplicação para avaliar os riscos das pessoas de meia-idade desenvolverem a demência.

Estima-se que 35 milhões de pessoas têm Alzheimer no mundo. No Brasil, são 1,2 milhão de casos, a maior parte deles ainda sem diagnóstico, segundo a Associação Brasileira de Alzheimer.

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(Da redação)

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