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30% da água utilizada pelos paulistas contém níveis inadequados de flúor

O consumo de água com níveis de flúor acima ou abaixo do recomendado pode trazer riscos à saúde dos dentes.

Cerca de 30% da água utilizada pelos paulistas está com níveis inadequados de flúor — 14,5% abaixo da concentração recomendada e 14% acima. Nos dois casos, pode haver risco para a saúde da população. Pouco flúor não fornece proteção contra cárie. Altas quantidades podem provocar fluorose dental, problema caracterizado por manchas esbranquiçadas nos dentes.

Os números foram revelados em um levantamento realizado pelo Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP), em parceria com o Centro Colaborador do Ministério da Saúde em Vigilância da Saúde Bucal (Cecol/USP) e o Laboratório de Bioquímica da Faculdade de Odontologia de Piracicaba da Unicamp (FOP/UNICAMP). Os pesquisadores verificaram a qualidade da água de mais de 98% dos 645 municípios de São Paulo. De acordo com o CROSP, esta é a primeira vez que um estudo mediu a fluoretação da água consumida por uma população tão grande: 45 milhões de pessoas.

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Os municípios que apresentaram concentrações de fluoreto abaixo do recomendado foram: Altinópolis, Analândia, Boa Esperança do Sul, Guatapará, Ipeuna, Luis Antonio, Morro Agudo, Nuporanga, Orlandia, Pirajuí e Rio das Pedras. Já aqueles em que a concentração estava acima do recomendado foram: Cesário Lange e Pereiras.

São Paulo, Campinas, Sorocaba, Jaboticabal, Dourado, Fartura e Macatuba estão com os índices de acordo com a recomendação.

Uma resolução de 1995 determina que todas as empresas de abastecimento de São Paulo adicionem de 0,6 a 0,8 miligrama de flúor por litro de água, com o objetivo de prevenir cáries na população. A medida vem sendo usado no mundo há 60 anos e é recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), pela Organização Pan Americana de Saúde e pelo Ministério da Saúde.

De acordo com o CROSP, desde a exigência de fluoretação da água e das pastas dentais, os níveis de cárie no estado de São Paulo caíram substancialmente. Antes da adição, uma criança de 12 anos tinha, em média, oito dentes atingidos pelo problema. Atualmente, são, em média, dois dentes.

(Da redação)

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