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Renan alfineta escolha de líder do governo: ‘É o André Moura para quê?’

Presidente do Senado afirmou, ainda, que falta de diálogo entre as Casas poderia “aprofundar” a crise político-econômica

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), alfinetou nesta quinta-feira a indicação do deputado André Moura (PSC-SE) para líder do governo na Câmara dos Deputados e sinalizou que o parlamentar deve mostrar a que veio e evidenciar, por exemplo, se apoiará a votação de matérias já aprovadas no Senado Federal ou se travará a pauta de deliberações dos deputados. A escolha de André Moura, aliado do presidente afastado da Câmara Eduardo Cunha, tem sido alvo de críticas porque ele é réu por indícios de desvio de dinheiro público e investigado no escândalo do petrolão. Moura também é suspeito de participar de uma tentativa de homicídio.

“O que o parlamento e as pessoas perguntam é ‘o André Moura para quê?’ É isso que tem que ficar claro: quais são os compromissos, o que é que ele vai fazer para colaborar com o Brasil no aperfeiçoamento institucional, o que é que ele vai poder fazer. Há um sentimento que todo líder e todo ministro tem que se guiar que é o de que o Brasil não pode dar errado novamente”, criticou Calheiros.

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Embora tenha ressalvado que a escolha de líderes do governo no Congresso caiba à Presidência da República, o senador questionou: “É o André Moura para quê? Vamos dar efetividade em uma Casa às matérias que foram aprovadas na outra Casa? Ou vamos segmentar, não deixar na Câmara nada que andou no Senado e vice-versa”. Na sequência, o parlamentar opinou que uma suposta falta de diálogo entre a Câmara e o Senado poderia “aprofundar” a crise político-econômica por que passa o país. “Quando o bicameralismo caminha desta forma, ele caminha muito mal e, ao invés de ajudar o Brasil e de passar a clara convicção para a sociedade de que o Brasil não pode dar errado, ele agrava e aprofunda a crise”.

No Senado, ainda não está definido quem será o líder do governo Temer. É provável que seja escolhida uma mulher para o posto, como Ana Amélia Lemos (PP-RS) ou Simone Tebet (PMDB-MS). “Acho que, se for uma mulher, será bom como resposta do Senado a essa circunstância que vivemos no Brasil”, disse Renan em referência à controvérsia criada depois de o primeiro escalão de Michel Temer não ter nenhuma mulher como ministra.

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