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Procuradoria pede arquivamento de inquérito de Júlio Delgado na Lava Jato

A investigação foi aberta com base em delação de Ricardo Pessoa, dono da construtora UTC; caberá ao ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato, analisar a solicitação e decidir se arquivará

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu na última sexta-feira, o arquivamento do inquérito aberto na Operação Lava Jato que investiga a suposta ligação do deputado Júlio Delgado (PSB-MG) com o esquema de corrupção da Petrobras. Para que o inquérito seja arquivado, é necessário agora que o ministro do Supremo Tribunal Federal, Teori Zavascki, relator da Lava Jato, analise a solicitação e decida se irá fechar o caso.

Julio Delgado foi citado na delação premiada do engenheiro Ricardo Pessoa, dono da construtora UTC, que afirmou que o deputado teria sido um dos destinatários de repasses feitos pela empresa. Pessoa disse que repassou 150.000 reais para a conta do PSB de Minas Gerais após uma reunião realizada em 22 de julho de 2014, em São Paulo.

O pedido de conclusão do inquérito foi feito porque, de acordo com Janot, não há indícios suficientes de envolvimento entre o deputado e as fraudes na Petrobras.”Estou muito feliz com essa conclusão e aguardo esperançoso a manifestação do ministro relator”, disse a VEJA Júlio Delgado.

Este é o segundo pedido de arquivamento feito pela Procuradoria na Lava Jato – por falta de provas, já foi encerrado o inquérito que investigava o senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) no caso de corrupção na Petrobras. Julio Delgado ficou conhecido nacionalmente em 2005, quando foi relator do processo contra José Dirceu no Conselho de Ética, recomendando a cassação do mandato do petista. Além disso, em 2014, o deputado pediu a cassação do ex-deputado André Vargas pelo seu envolvimento com o doleiro Alberto Youssef.

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