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Presidente do Senado rebate Cunha: ‘Obsessão com meu nome’

Dois caciques do PMDB entraram em rota de colisão nesta quinta-feira: investigados na Lava Jato, o presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB-AL) e o presidente afastado da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) trocaram farpas sobre seus processos no Supremo Tribunal Federal (STF). Durante audiência no Conselho de Ética, Cunha, que é réu na suprema corte, disse que há “seletividade e celeridade” nos processo contra ele. “Uma denúncia contra o presidente do Senado está há três anos e não é apreciada pelo pleno”, continuou o peemedebista. Horas depois, Renan condenou a declaração de seu correligionário. “Repilo a obsessão do deputado Eduardo Cunha com meu nome. Ela não encontra razões jurídicas ou políticas”, disse, por meio de nota. O presidente do Senado é alvo de nove inquéritos dentro da Operação Lava Jato. “Todas as citações que me envolvem são calçadas em ‘ouvi dizer’ ou avaliações subjetivas. Sou o maior interessado na elucidação dos fatos. Estou e estarei disponível, como sempre estive, para prestar quaisquer esclarecimentos, já que minhas relações com empresas públicas e privadas nunca ultrapassaram os limites institucionais”, continuou Renan. (Marcela Mattos, de Brasília)

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