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Padilha espera que Jucá ainda volte ao Planejamento: “É um grande player”

Chefe da Casa Civil elogiou o trabalho do agora ex-ministro e lembrou que ele foi um dos responsáveis pela montagem da equipe econômica do governo Temer

Uma figura nova apareceu nesta terça-feira sentada ao lado esquerdo do presidente interino Michel Temer – o secretário executivo do Planejamento, Dyogo Henrique Oliveira, que assumiu a titularidade da pasta no lugar de Romero Jucá, exonerado após sugerir em gravação um pacto para conter a Operação Lava Jato. Mas o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, sugeriu hoje que Jucá ainda pode voltar ao cargo. “Ele [Dyogo] cumprirá esse papel até o momento em que o presidente (interino) Michel Temer decidir por trazer de volta o ministro Jucá, se for o caso. Ele [Jucá] disse que se licenciaria. Como a figura não encontra amparo no que diz a lei, ele pediu a exoneração”, explicou Padilha, emendando, logo em seguida, elogios ao aliado. “Mas ele já se incorporou à atuação tradicional no Senado, onde ele é indiscutivelmente um grande player”, afirmou.

Em coletiva para anunciar o pacote de medidas econômicas para sanar a crise, que era aguardado desde a posse de Temer, Padilha fez questão de lembrar que Romero Jucá foi um dos responsáveis pela montagem da equipe econômica do governo Temer, junto com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. “Diga-se a bem da verdade, que Jucá fazia com o ministro Meirelles uma dupla que, no linguajar do Rio Grande do Sul, tocava de ouvido, a quatro mãos”, afirmou. Padilha também aproveitou para refutar os rumores de que Temer já estaria pensando em um novo nome para o ministério do Planejamento. Segundo o Radar On-line, José Serra seria um nome forte para assumir o posto.

“É um tema que permanece em stand by. A equipe perde, espero que temporariamente, um dos seus grandes players, mas o governo ganha no Senado aquele que tem se consagrado como relator geral da república”, acrescentou. Ex-líder do governo FHC, Lula e Dilma, Jucá foi um dos grandes articuladores dos votos a favor do processo de impeachment contra Dilma Rousseff. E agora deve ser um dos fiadores das medidas propostas por Temer, entre elas a aprovação da nova meta fiscal e uma proposta de emenda constitucional (PEC) que limita o gasto público com base na inflação.

Perguntado sobre o suposto envolvimento do sucessor de Jucá com a Operação Zelotes, Padilha afirmou que Oliveira é um dos quadros “mais expressivos” e de “maior brilho” da pasta. O secretário, que foi o número 2 do ex-ministro da Fazenda Nelson Barbosa, foi citado por lobistas como um dos contatos dentro do governo para as negociações de MPs. Em outubro, a procuradoria pediu a quebra dos sigilos bancário e fiscal dele. Segundo Padilha, a citação de um delator não tem “relevância” quando não é convertida em inquérito. “A citação foi do tipo: ‘Passou o avião'”, disse o ministro, reforçando ser uma “satisfação” trabalhar ao lado dele.

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