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Ministro de Temer pede ‘paciência’ e fala herança maldita

Geddel Vieira Lima afirmou que ações do governo interino precisam de "prazo mínimo"

Depois de receber nesta terça-feira dezessete líderes de partidos e blocos parlamentares da Câmara, o ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, fez um apelo por “paciência” com o presidente da República interino, Michel Temer (PMDB). Geddel disse que o governo vai agir com “cautela” e apresentar um conjunto de ações e metas exequíveis ao mercado e à sociedade.

“Nós estamos num governo de dois dias úteis, ainda estou nomeando minha equipe. A sensação que tenho quando leio nos jornais a cobranças é que estamos num governo de quatro anos. Esse não foi um governo que teve uma transição de 90 dias para se preparar para os desafios que aí estão do ponto de vista da equipe e tudo mais. As pessoas estão cobrando determinadas ações que precisam de um prazo mínimo”, disse Geddel depois da reunião no Palácio do Planalto. “‘Peço um pouco de calma e de tranquilidade, as medidas serão apresentadas num momento oportuno.”

Ele também afirmou que os ministros de Temer estão sendo mal interpretados em entrevistas e pronunciamentos por causa da expectativa sobre as ações de governo. “Determinadas declarações estão indo para a opinião pública de uma forma que em vez de contribuir estão criando dificuldades.” Por recomendação de Temer, os ministros Henrique Meirelles (Fazenda) e Romero Jucá (Planejamento), são os que vão se pronunciar sobre economia e ajuste fiscal.

Geddel prometeu revelar uma série de ações do governo Dilma Rousseff que, segundo ele, foram tomadas nos últimos dias para atrapalhar a gestão Temer.

“A gente tem que fazer um levantamento de coisas que são gravíssimas que nós herdamos. Nesse ministério que estou ocupando temos mais de 1.000 pessoas, cargos de confiança, muitos dos quais não estão trabalhando. Estou levantando esses dados todos. Sinecuras que foram colocadas. Isso é de uma gravidade brutal. Estamos levantando tudo aquilo que foi feito de empenho e pagamento de última hora, uma série de nomeações ou de postergação para criar dificuldade para o atual governo. Medidas absolutamente impatrióticas que estamos vivendo.”

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