Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

“É como se fossem 342 gols”, diz manifestante

“É igual a 513 pênaltis”. Assim definiu o funcionário público Elisio Amaral, 32 anos, cada voto pronunciado pelos deputados na Câmara pelo pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Com a voz rouca de tanto gritar e enrolado em uma bandeira do Brasil, ele disse não ligar muito para futebol, mas ser apaixonado por política. “É como se fosse 342 gols. Isso aqui é quem nem FlaFlu, Palmeiras e Corinthians. É muita emoção”. Ao lado dele, o estudante Karlyson Freire, de 19 anos, roía as unhas a cada voto envolto na bandeira de Alagoas. “Estou torcendo e sofrendo muito. Esse processo é muito simbólico e nos dá muita esperança”.

Amaral sempre teve o sonho de conhecer Brasília e aproveitou para realizá-lo no que considerou o “momento mais histórico do Brasil”. Residente de Luminária (MG), pegou um ônibus de um movimento, ao qual não lembra o nome, de Belo Horizonte e viajou 12 horas até Brasília. “Quando a senzala aprende a ler, a Casa Grande cai”, afirmou.

Já Freire veio de Maceió com o dinheiro que conseguiu juntar dos pais e do movimento Foro de Maceió. “No meu Estado tem Collor e Renan. Era uma questão de honra eu vir”, afirmou, enquanto pulava de alegria pelos votos pró-impeachment. No meio do pleito, ele teve que tomar um analgésico para curar a enxaqueca.

LEIA TAMBÉM:

O 7 a 1 de Dilma

Tiririca quebra suspense: vota sim pelo impeachment de Dilma

Member of The Internet Defense League