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Dilma fará pronunciamento contra impeachment no fim da tarde

Tônica da manifestação da petista deve ser a de que é vítima de um golpe de Estado

Um dia depois de sofrer na Câmara dos Deputados a mais dura derrota até agora no processo de impeachment, a presidente Dilma Rousseff vai se pronunciar pela primeira vez publicamente nesta segunda-feira, por volta das 17 horas, no Palácio do Planalto. A tônica da manifestação da petista deve ser a de que é vítima de um golpe de Estado supostamente em curso no Congresso.

Às 23h07 deste domingo, com o voto do tucano Bruno Araújo (PSDB-PE), formou-se a maioria de 342 deputados necessária para que o processo de impeachment que tramitava na Casa seguisse para o Senado, onde Dilma poderá ser julgada por crime de responsabilidade. O placar final ficou em 367 votos contrários à petista e 137 contra o impeachment. Houve ainda 7 abstenções e duas faltas.

Dilma e o PT insistem em dizer que a democracia brasileira sofre um golpe e que seu impeachment representará uma ruptura institucional. Mas a votação deste domingo está imune a qualquer questionamento. O governo teve ampla oportunidade de atacar na Justiça todos os aspectos da tramitação do processo de impeachment na Câmara. Seus argumentos foram analisados pelo Supremo Tribunal Federal, acolhidos em alguns casos, rejeitados na maioria. Disso resultou um rito que dificilmente pode ser derrubado por via judicial.

Além de se manifestar contra o impeachment, Dilma se reunirá também nesta segunda com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) para medir ‘clima’ do impeachment no Senado. Aliados de Calheiros avaliam que dificilmente o processo de deposição da petista será enterrado na Casa. Para se salvaguardar de uma avalanche de contestações no STF, o próprio Renan vai se reunir hoje com o presidente do tribunal Ricardo Lewandowski.

Com a chegada do processo de impeachment ao Senado nesta segunda, 18 de abril, a partir de amanhã já deverá estar eleita a comissão especial para analisar o caso, com escolha do presidente e do relator. A comissão é formada por 21 membros indicados pelos líderes partidários seguindo o critério da proporcionalidade. É provável que no dia 20 de abril ocorra a primeira reunião da comissão especial.

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