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Cochilos, rouquidão e bate-boca: a longa jornada da revisão da meta

As mais de 16 horas da sessão que viabilizou a aprovação da nova meta fiscal foram vistas como uma demonstração de força do governo do presidente interino Michel Temer, que conseguiu mobilizar a base na sua primeira grande batalha no Congresso Nacional. Após a longa jornada, no entanto, nem todos saíram inteiros: parlamentares deixaram o plenário por volta das 4 horas desta quarta-feira exaustos e sem esconder o semblante de cansaço. Outros, tiveram o cochilo interrompido com a comemoração do resultado. Já o presidente Renan Calheiros (PMDB-AL) acabou rouco após sair como o principal fiador da aprovação da matéria: ele ajudou a encurtar os discursos, a conter o chamado “kit obstrução” articulado pelo PT e seus aliados e ainda teve fôlego para sair em defesa do senador Romero Jucá (PMDB-RR), que acabou exonerado do Ministério do Planejamento após ser flagrado em aúdio em que tratava de um pacto para conter a Operação Lava Jato. Na madrugada, o próprio Jucá entrou no fogo cruzado e apontou para a “herança maldita” deixada pelos apoiadores de Dilma Rousseff. O clima também esquentou quando o senador petista Lindbergh Farias (RJ) iniciou seu discurso e foi diversas vezes interrompido por aliados de Michel Temer. Diante da impaciência do parlamentar, Calheiros interveio: “Eu lamento que essa interrupção acabe tirando o brilho do discurso de vossa excelência”, ironizou, intensificando as piadas contra o senador. (Marcela Mattos, de Brasília)

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