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As chances de judicialização do impeachment

Por Da Redação - 6 maio 2016, 13h49

Depois de ver o relatório da comissão especial do impeachment aprovado nesta sexta-feira por 15 votos a cinco, o presidente do colegiado, Raimundo Lira (PMDB-PB), disse acreditar que são “mínimas” as chances de sucesso do governo na provável judicialização do caso. Lira afirmou que a defesa da presidente Dilma Rousseff foi amplamente ouvida ao longo do processo e que questionamentos ao Supremo Tribunal Federal, embora já previstos pela Advocacia-geral da União (AGU), não têm razão para prosperar. Entre os pontos que o governo quer contestar judicialmente estão o fato de o início do processo de impeachment ter sido conduzido pelo presidente afastado da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ), réu na Operação Lava Jato, e a suspeição do relator Antonio Anastasia por ele ser filiado ao PSDB. Com a derrota certa confirmada hoje, já que 15 votos na comissão já eram públicos a favor do impeachment, o discurso do governo é que estão dispostos a “resistir” – não importando o que isso signifique. (Laryssa Borges, de Brasília)

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