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Times históricos: Grêmio de 1995

Campeão da Libertadores e quase do mundo

Era uma máquina! Luiz Felipe Scolari montou um time que marcou muito nos anos 1990, especialmente por sua eficiência e qualidade. Campeão da Copa do Brasil de 1994, o time se classificou para jogar a Libertadores de 1995.

A base do time era forte. No gol, Danrlei brilhava e trazia segurança para a equipe, tanto que chegou à seleção brasileira após isso. Na lateral direita, um dos melhores jogadores daquele time por sua importância. Arce era um gênio das bolas paradas e ajudava a equipe tanto marcando gols como dando assistências para o gigante Jardel na frente. A defesa trazia a experiência de Adílson com a raça de Rivarola. Na esquerda, Roger era um lateral regular.

Grêmio disputou o Mundial de Clubes em 1995 – Edison Vara

Os volantes eram Dinho, com grande pegada, e Luis Carlos Goiano, mas técnico, com saída de bola. Os meias eram habilidosos. Apesar de não serem craques, eram muito técnicos. Arílson e Carlos Miguel levavam a bola para o ataque, que tinha um poder de fogo incrível. Paulo Nunes era rápido e muito técnico, enquanto Jardel era alto, bom finalizador e marcava muitos gols.
Tudo isso sob o comando de Luis Felipe Scolari, que já tinha conquistado a Copa do Brasil de 1994. No Gaúcho de 1995, o Grêmio foi segundo colocado na primeira fase, atrás apenas do Juventude e um ponto à frente do Grêmio. Em um dos grupos semifinais, o Tricolor foi primeiro colocado, com quatro vitórias e dois empates em uma chave com São Luiz, Brasil de Farroupilha e Atlético de Carazinho. Na semifinal contra o Juventude, derrota por 2 x 1 em Caxias do Sul e vitória por 2 x 0 em Porto Alegre. Na decisão, contra o Inter, empate por 1 x 1 no Beira-Rio e vitória por 2 x 1 no Olímpico. Esse foi o 30° título do Grêmio no Gauchão.

Grêmio venceu a Libertadores de 1995 – EDISON VARA

Na Copa do Brasil, o Grêmio quase conquistou o Bi. Na primeira fase contra a Desportiva Ferroviária-ES, vitória por 1 x 0 no Espírito Santo e por 2 x 1 em Porto Alegre. O rival nas oitavas era o Palmeiras. Empate em 1 x 1 em Porto Alegre e por 2 x 2 em São Paulo. Nas quartas, outro gigante de São Paulo. 1 x 1 em São Paulo e vitória por 2 x 0 em Porto Alegre. Na semifinal, outro gigante, o Flamengo. Vitória dos cariocas por 2 x 1 no Rio, mas a vaga para a final veio com triunfo de 1 x 0 em Porto Alegre. A decisão foi contra o Corinthians. Derrota por 2 x 1 em São Paulo e também por 1 x 0 em Porto Alegre, com o título indo para o Timão. Mas, nesse momento, o Grêmio só se preocupava com a Copa Libertadores, que não conquistava desde 1983.

No Olímpico, Grêmio fez 3 x 1 no Atlético Nacional – EDISON VARA

E a estreia do torneio foi quatro meses antes da final, contra o bicampeão brasileiro, o Palmeiras. Em São Paulo, derrota por 3 x 2, com gols de Jardel e Luiz Carlos Goiano. O segundo jogo foi no Equador, contra o Emelec, com empate por 2 x 2. Paulo Nunes e Jardel marcaram para o Tricolor. Contra o El Nacional, também no Equador, o Grêmio venceu por 2 x 1, com dois gols do lateral Arce.

Tricolor conquistou a Libertadores de 1995 – Arce, Danrlei, Adílson, Dinho, Rivarola e Roger; Jardel, Luis Carlos Goiano, Paulo Nunes, Arílson e Carlos Miguel – Site do Grêmio

No returno da Libertadores, o Tricolor empatou em 0 x 0 contra o Palmeiras em casa. O time ainda tinha dois jogos em casa e venceu os dois. Fez 4 x 1 contra o Emelec, com gols de Jardel, Luciano, Paulo Nunes e Magno. Contra o El Nacional, outra vitória por 2 x 0, com gols de Jardel e Magno. Com isso, o Tricolor passou em segundo na chave, com onze pontos, dois a menos que o primeiro colocado Palmeiras. 
O rival nas oitavas foi o Olimpia-PAR. No Olímpico, vitória do Grêmio por 3 x 0, com gols de Dinho, Jardel e Paulo Nunes. No jogo da volta, no Paraguai, vitória do Tricolor por 2 x 0, com gols de Jardel e Adílson. Nas quartas, o grande duelo dessa Copa Libertadores. No Olímpico, vitória de 5 x 0 contra o Palmeiras, com gols de Arce, Adílson e Jardel (3). No jogo da volta, em São Paulo, Jardel fez 1 x 0 para o Grêmio e praticamente garantiu a vaga, apesar da derrota por 5 x 1 naquele dia.

Paulo Nunes era um oportunista atacante do Grêmio – EDISON VARA

A semifinal era contra um rival conhecido, o Emelec. No Equador, empate sem gols. Em Porto Alegre, o Grêmio fez 2 x 0, com gols de Paulo Nunes e Jardel. Já a decisão seria contra o Atlético Nacional do goleiro-artilheiro Higuita. No Olímpico, vitória por 3 x 1 do Tricolor, com gols de Marulanda (contra), Jardel e Paulo Nunes. No jogo da volta, na Colômbia, empate por 1 x 1, com o gol do título sendo marcado por Dinho. Jardel terminou como artilheiro do torneio, com 12 gols.

De pênalti, Dinho marca o gol do título contra o Atlético Nacional – Livro da Libertadores

No Brasileiro daquele ano, o Grêmio foi sétimo colocado em sua chave no primeiro turno. No returno, o time foi quinto colocado em sua chave e acabou eliminado do torneio, terminando a competição em 15°.
Na Supercopa, o Tricolor enfrentou o Racing-ARG na primeira fase e venceu no Olímpico por 3 x 1, com gols de Adílson, Jardel e Paulo Nunes. No jogo da volta, empate por 3 x 3 na Argentina com dois de Jardel e um de Viqueira, contra. Nas quartas, o rival foi o River Plate. Em Porto Alegre, vitória por 2 x 1 do Tricolor, com gols de Jardel e Carlos Miguel. Na Argentina, derrota de 3 x 2 para o River com gols de Arílson e Ayala (contra) e derrota por 4 x 2 nos pênaltis. Um dos que perdeu foi Emerson, volante que ganhava chances e começava a brilhar no Grêmio.

Jardel foi artilheiro da Copa Libertadores de 1995 – EDISON VARA

Restava ao Grêmio, naquele ano, o Mundial de 1995. O rival era o gigante Ajax, base da seleção holandesa. Foram 120 minutos sem gols. O jogo foi para os pênaltis. Kluivert perdeu para o Ajax, enquanto Dinho e o especialista Arce perderam para o Grêmio, que ficou com o vice-campeonato mundial. 
No ano seguinte, o Grêmio ainda conquistaria o Campeonato Brasileiro e continuaria com uma grande equipe.

Grêmio foi campeão da Libertadores em 1995 – Arce, Danrlei, Adílson, Dinho, Rivarola e Roger; Jardel, Luis Carlos Goiano, Paulo Nunes, Arílson e Carlos Miguel – Arquivo Conmebol