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Venezuelanos vão às ruas por saída de Maduro

Cidadãos pedem contagem imediata de assinaturas por convocação de referendo contra presidente

Milhares de venezuelanos foram às ruas nesta quarta-feira para protestar contra Nicolás Maduro. Os manifestantes exigem a contagem imediata das assinaturas que foram entregues ao Conselho Nacional Eleitoral (CNE) pedindo a convocação referendo para revogar o mandato do chavista.

Os manifestantes, alguns com bandeiras e bonés da Venezuela, se concentraram em cidades de todos os estados do país para iniciar passeatas em direção às sedes regionais do CNE, protegidas pela polícia e pela militarizada Guarda Nacional Bolivariana. Em Caracas, grupos de opositores esperavam sair do setor de Bello Monte, no leste, em direção à sede principal do órgão eleitoral, no centro.

Alguns protestos se tornaram violentos e os policiais usaram gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes. Henrique Capriles, oposicionista e duas vezes candidato à presidência, foi ferido no tumulto do protesto em Caracas. Ele foi agredido no rosto com o gás pela polícia enquanto tentava conduzir a passeata até o prédio da sede do CNE.

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A coalizão opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD), que controla o Parlamento, acusa o CNE de ser um aliado do governo e de usar “táticas dilatórias” para evitar que o referendo seja realizado neste ano. No dia 3 de maio, a MUD entregou 1,85 milhão de assinaturas ao órgão para pedir a ativação do referendo. Nesta segunda-feira, venceu o prazo para que o CNE informasse se havia o mínimo de nomes necessários para a abertura do processo, que são 200.000 assinaturas, o correspondente a 1% do colégio eleitoral.

O órgão eleitoral informou que vai esperar algumas semanas antes de começar a contar as assinaturas, mas a oposição quer que isso ocorra imediatamente. A coleta de assinaturas é o primeiro passo para pedir o início de um processo destinado à realização de referendo revogatório do mandado do presidente. O segundo passo consiste na coleta de 20% das assinaturas dos eleitores, que vão respaldar o pedido feito às autoridades eleitorais.

A oposição estima que uma vez cumpridas todas as etapas legais necessárias, o referendo ocorra entre setembro e novembro deste ano. A pesquisa mais recente apontou que 70% dos venezuelanos querem Maduro fora do poder ainda neste ano.

(Da redação com Estadão Conteúdo e AFP)

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