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Um ano após terremoto, finalmente Nepal inicia reconstrução

Problemas políticos e um cenário de caos humanitário atrasaram por meses o início oficial do processo de criação de novas moradias para os sobreviventes da tragédia que matou 9 000 pessoas

Neste domingo, véspera do aniversário de um ano do terremoto que matou 9 000 pessoas no Nepal, em 25 de abril de 2015, o governo local lançou a pedra fundamental do processo de reconstrução do país asiático. A demora de tantos meses até que o primeiro-ministro K.P. Sharma Oli finalmente desse início formal à reconstrução das mais de 500 000 casas destruídas pela tragédia decorreu de problemas econômicos e políticos. “O processo de reconstrução atrasou por diferentes motivos, mas, com seu início hoje, o governo aumentará seu esforço para completar a reconstrução o mais rápido possível”, declarou Sharma Oli no distrito de Sindhupalchok, o mais castigado pelo tremor.

Depois do terremoto devastador que arrasou a capital, Katmandu, e várias outras localidades, o país se viu às voltas com o caos no front humanitário. Milhares de desabrigados tiveram de enfrentar um longo e gélido inverno em condições criticas. Além disso, disputas com grupos étnicos que se opõem à nova Constituição nepalesa levaram ao fechamento dos postos de fronteira com a vizinha Índia, agravando as dificuldades da população. A ONU chegou a declarar que tais disputas punham a própria existência do país em risco.

Hoje, quando o calendário local – diferentemente do ocidental – indica o primeiro aniversário da tragédia, finalmente a reconstrução nacional parece estar saindo do papel. O primeiro-ministro colocou na cidade de Chautara, em Sindhupalchok, a pedra de fundação de um complexo habitacional público, enquanto a presidente do Nepal, Bidhya Devi Bhandari, fez o mesmo ato no distrito de Gorkha, epicentro do terremoto.

Antes, Sharma Oli fez uma homenagem as quase 9 mil pessoas que morreram no terremoto em um emblemático ponto em Katmandu. O lugar onde ficava a Torre Dharahara, famosa construção foi escolhido para a primeira homenagem do dia. Nas ruínas da Torre Dharahara, que datava de 1832, as equipes de resgate encontraram 120 mortos.

Em fevereiro, um mês depois de o Executivo do Nepal ter dado início formal ao processo de reconstrução do país, Sharma Oli lançou uma campanha para a arrecadação de doações para a reconstrução do monumento.

Além dos quase 9000 mortos, o terremoto de magnitude 7,3 na escala Richter deixou mais de 20 mil pessoas feridas.

(com agência EFE)

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