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Trump acusa Pelosi de 'tentativa de golpe' ao votar o impeachment

Líder americano envia carta com teor sulfúrico à presidente da Câmara na véspera da votação de seu impedimento

Por Denise Chrispim Marin - 17 dez 2019, 20h51

Na véspera da votação de seu impeachment pelo plenário da Câmara dos Deputados, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enviou nesta terça-feira, 17, uma carta de seis página e teor sulfúrico para a democrata Nancy Pelosi, a comandante da Casa, na qual avalia o processo contra ele como uma “cruzada partidária” e uma “tentativa de golpe”.

“Isto não é nada além de uma tentativa de golpe partidária e ilegal que, com base em recente sentimento, irá fracassar durante a votação. A história vai julgar você duramente se prosseguir nesta charada do impeachment”, escreveu Trump a Pelosi, segundo o jornal The New York Times.

Com maioria democrata, o plenário da Câmara votará o impeachment de Trump nesta quarta-feira, 18, baseado em dois meses de inquéritos promovidos por três dos comitês da Casa. O relatório final trouxe a conclusão de que o presidente americano abusou de seu poder ao pressionar o líder ucraniano, Vladimir Zelensky, a investigar a família de Joe Biden, ex-vice-presidente americano e seu potencial adversário nas eleições de 2020. O texto também atribui a Trump a obstrução dos trabalhos do Congresso, ao proibir seus colaboradores de testemunhar.

Na carta, porém, Trump alega que Pelosi está possuída pela “febre do impeachment” e iludida com os supostos benefícios desse processo para a candidatura democrata à Casa Branca. “Vocês é que estão interferindo nas eleições americanas. Vocês é que estão subvertendo a democracia americana. Vocês é que estão obstruindo a Justiça. Vocês é que estão trazendo dor e sofrimento para nossa República por seu próprio ganho egoísta, político e partidário”, escreveu.

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Segundo o Times, o deputado democrata Jamie Raskin, membro do Comitê de Judiciário, rebateu dizendo que foi o próprio Trump quem colocou os interesses em segurança nacional dos Estados Unidos em risco. “O esquema para corromper uma eleição presidencial americana subordinou a soberania democrática do povo às ambições políticas privadas de um homem”, afirmou.

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