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Terrorista de aeroporto em Bruxelas foi carcereiro de reféns estrangeiros na Síria

Segundo um jornal belga, a terceira detonação no aeroporto não ocorreu porque a primeira explosão jogou o jihadista responsável pela bomba para longe da bagagem que carregava os explosivos

Najim Laachraoui, um dos jihadistas que se explodiram no aeroporto de Bruxelas, em 22 de março, foi identificado por vários ex-reféns franceses na Síria como um de seus carcereiros. Os quatro jornalistas franceses – Didier François, Pierre Torrès, Edouard Elias e Nicolas Hénin – que ficaram detidos como reféns do Estado Islâmico na Síria em 2013 e 2014 reconheceram Laachraoui como um de seus carcereiros, que atendia pelo nome de Abu Idriss, reportou a rede BBC.

Belga de 24 anos, o engenheiro elétrico Laachraoui se explodiu no aeroporto de internacional de Bruxelas junto a Ibrahim El Bakraoui. Segundo o jornal francês Le Parisien, o outro carcereiro do quarteto era Mehdi Nemmouche, jihadista que atacou o museu judeu de Bruxelas em maio de 2014 e matou quatro pessoas. Nemmouche está preso na Bélgica.

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Os jornalistas descreveram Laachraoui como não tão violento como Nemmouche, e contaram que ele costumava fazer perguntas científicas. De acordo com os ex-reféns, o belga parecia “inteligente, tranquilo e capaz de se adaptar rapidamente a novas situações”.

Imprevisto – O terceiro jihadista que participou do atentando no aeroporto belga, identificado posteriormente como Mohamed Abrini, fugiu do local sem detonar sua carga explosiva. Segundo o jornal belga La Dernière Heure, a detonação não ocorreu porque a primeira das três explosões previstas jogou Abrini a vários metros de distância da bagagem que carregava os explosivos e, impedido de voltar ao local em função do corre-corre em sua direção, o terrorista desistiu do plano e fugiu do aeroporto.

Os investigadores teriam chegado a essa conclusão a partir das imagens gravadas pelas câmeras, que também ajudaram a identificar os dois terroristas suicidas e o “homem do chapéu”, que era Mohammed Abrini, mas a promotoria federal do paísnão confirmou as informações do La Dernière Heure e não quis dar detalhes sobre as investigações em andamento.

(Com agências EFE e AFP)

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