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Templos hinduístas não podem mais barrar a entrada de mulheres, decide Justiça indiana

Na Índia, alguns templos impedem que as mulheres que menstruam tenham acesso a seu santuário

Por Da Redação - 12 abr 2016, 19h51

A Suprema Corte indiana determinou nessa terça-feira que templos religiosos no país não têm mais direito de proibir a entrada de mulheres. Na índia, alguns templos hinduístas impedem que as mulheres tenham acesso a seu santuário, entre eles o famoso templo Sabarimala, no Eestado de Querala, sul do país, que proíbe a entrada de todas as fiéis entre 10 e 55 anos.

A mais alta corte do país ordenou que o conselho que administra esse templo explique porque bania a entrada das mulheres. “Que direito eles tem de proibir que as mulheres entrem em qualquer parte do templo?”, perguntou o juiz da Suprema Corte Dipak Misra. “Discriminação de gênero desse tipo é inaceitável”, acrescentou, segundo o jornal britânico The Guardian.

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O templo Sabarimala é um dos poucos na Índia que tem restrições a entrada de mulheres que menstruam. A discriminação contra as mulheres menstruadas é comum em algumas partes do sul da Ásia, onde são proibidos de entrar em casas e lugares sagrados e participar de festivais e eventos da comunidade.

Em janeiro, centenas de mulheres lideradas pela ativista Trupti Desai marcharam em protesto até o templo de Shani Shingnapur, em Amadanagar, para criticar o que consideram um “símbolo da desigualdade de gênero” na Índia, intolerável no século XXI. Após a manifestação, um tribunal de Mumbai exigiu que esse santuário abrisse suas portas para todas as mulheres.

(Da redação)

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