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Síria tem eleições legislativas em áreas controladas pelo regime

3.500 candidatos disputam as 250 cadeiras do parlamento. Oposição considera pleito ilegítimo

Por Da Redação - 13 abr 2016, 07h32

Os locais de votação para as eleições legislativas organizadas pelo regime sírio e criticadas pela oposição abriram as portas nesta quarta-feira, ao mesmo tempo em que o país enfrenta o aumento da violência após semanas de cessar-fogo. Esta é a segunda eleição desde o início da guerra em 2011 e 11.341 candidatos se inscreveram para a disputa das 250 cadeiras em jogo, mas apenas 3.500 candidatos estão concorrendo nesta quarta-feira. “Os outros se retiraram por considerarem que não tinham chance de vitória”, disse o presidente do Comitê Jurídico Supremo das Eleições, o juiz Hicham al-Shaar.

Nas regiões sob controle do governo – um terço do território e 60% da população -, os centros de votação abriram às 7h00 (1h00 de Brasília) e devem fechar às 19h00 (13h00 de Brasília), exceto se a comissão eleitoral decidir prorrogar o prazo.

Os muros da capital Damasco estão cobertos com cartazes de candidatos, mas no teto de um dos maiores edifícios da cidade está uma propaganda do partido Baath, que governa o país há mais de 50 anos, com a frase “As eleições da resistência”.

A votação coincide com o início da segunda sessão de negociações indiretas entre o regime de Bashar Assad e a oposição, com a mediação da ONU, em Genebra.

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A consulta acontece no momento em que o país está a um passo de cair novamente em uma guerra complexa que opõe o regime, rebeldes moderados e islamitas, além dos grupos extremistas Estado Islâmico (EI) e Frente Al-Nusra, braço sírio da Al-Qaeda.

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Estas eleições não são consideradas legítimas para os opositores dentro e fora do país, assim como para os países ocidentais. Mas a Rússia, grande aliada do regime, considera que estão “de acordo com a atual Constituição síria”. A ONU defende a celebração de eleições gerais em 2017.

O resultado deve ser parecido com o das eleições de maio de 2012, segundo analistas. Pela primeira vez, vários partidos foram autorizados a participar, mas o Baath obteve a maioria dos 250 deputados eleitos para um mandato de quatro anos.

(Com AFP)

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