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Redistribuição de refugiados na UE não avança

Aprovada em setembro, política de realocação conseguiu atender apenas 1.500 imigrantes de uma meta de 20.000 estabelecida pelo plano

Aprovada em setembro do ano passado, a política de realocação de refugiados na União Europeia está longe de cumprir suas metas. Dos 120.000 imigrantes que devem ser redistribuídos entre os Estados-membros do bloco até setembro de 2017, apenas 1.500 foram recolocados desde o fim do ano passado.

Além disso, o plano previa a realocação de 20.000 pessoas até maio de 2016, mas menos de 10% da meta foi cumprida até aqui. Os números foram divulgados nesta quarta-feira pela Comissão Europeia, o poder Executivo da EU. “É preciso fazer mais, e mais rapidamente. Devemos reagir à urgente situação humanitária na Grécia e impedir qualquer piora da situação na Itália”, disse o comissário europeu para Migração, Dimitris Avramopoulos.

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Até o momento, Áustria, Hungria e Eslováquia não oferecerem nenhum posto para acolher solicitantes de refúgio, enquanto Alemanha e Polônia não respeitaram a obrigação de indicar, a cada três meses, o número de pessoas que podem ser recebidas em seu território.

De qualquer maneira, a maioria dos países do bloco não demonstra empenho suficiente para implantar o plano. Croácia, República Tcheca, Alemanha, Holanda, Polônia e Espanha, por exemplo, disponibilizaram menos de 5% das vagas combinadas. Outros países que se recusam a aceitar imigrantes realocados são Bulgária e Estônia.

A política de redistribuição foi aprovada em setembro do ano passado e tem como objetivo dividir por toda a UE o “peso” do primeiro acolhimento a refugiados, hoje concentrado em Grécia e Itália, países que estão na linha de frente da crise migratória por estarem perto, respectivamente, da Turquia e da África.

No entanto, o plano enfrentou – e enfrenta – forte oposição do grupo Viségrad, formado por Hungria, República Tcheca, Eslováquia e Polônia.

(Com ANSA)

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