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Quênia irá queimar maior estoque ilegal de marfim da história

Presas de mais de 8 mil elefantes mortos para comércio de marfim serão destruídas para chamar atenção ao problema da caça ilegal

Presas de mais de oito mil elefantes mortos ilegalmente serão queimadas no Quênia no próximo sábado (30), a maior destruição de marfim da história. Também serão destruídos chifres de 343 rinocerontes. A cerimônia deve se tornar um símbolo da situação alarmante da caça clandestina na África.

Esse volume de marfim valeria 172 milhões de dólares (equivalente a 594 milhões de reais) no mercado negro, disse o especialista em comércio de animais selvagens Esmond Bradley Martin, à rede CNN.

A cerimônia de queima irá acontecer no Parque Nacional de Nairóbi, com a presença do presidente Uhuru Kenyatta, chefes de estado de outros países da África, oficiais da Organização das Nações Unidas e dos Estados Unidos, além de representantes de entidades de proteção ambiental.

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Na sexta-feira, o presidente do Quênia disse que busca banir completamente o comércio de marfim e chifres. “O futuro dos elefantes e rinocerontes africanos não estará seguro até que a demanda por seus produtos continue a existir”, declarou Kenyatta.

De acordo com a fundação Born Free, entre 30 mil e 50 mil elefantes foram mortos entre 2008 e 2013 e a taxa de assassinatos já supera a de nascimentos no continente africano.

No evento serão acessas 11 fogueiras, totalizando cerca de 105 toneladas de marfim extraído dos elefantes e 1,5 tonelada de chifres de rinocerontes. A quantidade é sete vezes maior que o volume queimado em um evento anterior e as fogueiras devem demorar cerca de quatro horas para queimar completamente.

(Da redação)

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