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Quênia irá queimar maior estoque ilegal de marfim da história

Presas de mais de 8 mil elefantes mortos para comércio de marfim serão destruídas para chamar atenção ao problema da caça ilegal

Por Da Redação - 29 abr 2016, 14h35

Presas de mais de oito mil elefantes mortos ilegalmente serão queimadas no Quênia no próximo sábado (30), a maior destruição de marfim da história. Também serão destruídos chifres de 343 rinocerontes. A cerimônia deve se tornar um símbolo da situação alarmante da caça clandestina na África.

Esse volume de marfim valeria 172 milhões de dólares (equivalente a 594 milhões de reais) no mercado negro, disse o especialista em comércio de animais selvagens Esmond Bradley Martin, à rede CNN.

A cerimônia de queima irá acontecer no Parque Nacional de Nairóbi, com a presença do presidente Uhuru Kenyatta, chefes de estado de outros países da África, oficiais da Organização das Nações Unidas e dos Estados Unidos, além de representantes de entidades de proteção ambiental.

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Na sexta-feira, o presidente do Quênia disse que busca banir completamente o comércio de marfim e chifres. “O futuro dos elefantes e rinocerontes africanos não estará seguro até que a demanda por seus produtos continue a existir”, declarou Kenyatta.

De acordo com a fundação Born Free, entre 30 mil e 50 mil elefantes foram mortos entre 2008 e 2013 e a taxa de assassinatos já supera a de nascimentos no continente africano.

No evento serão acessas 11 fogueiras, totalizando cerca de 105 toneladas de marfim extraído dos elefantes e 1,5 tonelada de chifres de rinocerontes. A quantidade é sete vezes maior que o volume queimado em um evento anterior e as fogueiras devem demorar cerca de quatro horas para queimar completamente.

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(Da redação)

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