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Protesto contra mudança em lei trabalhista termina com 100 presos na França

Treze policiais ficaram feridos durante confrontos nas manifestações contra a proposta que permite o relaxamento da jornada de trabalho de 35 horas semanais

Estudantes e trabalhadores protestaram nesta quinta-feira na França contra o relaxamento da jornada de trabalho de 35 horas semanais e mudanças em outras regras trabalhistas. Diversas cidades tiveram atos e houve confrontos em Paris, Lyon e Nantes. Algumas dezenas de mascarados lançaram bombas de tinta em bancos e lojas. Outros quebraram caixas eletrônicos e entraram em confronto com a polícia. Segundo o Ministério do Interior, mais de 100 pessoas foram presas e pelo menos 13 policiais ficaram feridos.

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Os organizadores estimam que 1.2 milhão de pessoas tenham tomado as ruas em todo o país, mas os números oficiais divulgados pelo governo apontam para 400.000 manifestantes. Organizações estudantis e sete sindicatos se uniram para incentivar protestos em toda a França contra o projeto de lei do governo, que eles argumentam que irá prejudicar os direitos dos trabalhadores. Pela proposta, a jornada básica de 35 horas semanais de trabalho pode ser estendida até 48 horas e, em “circunstâncias excepcionais”, conforme o texto, até 60 horas por semana. A proposta deve ser debatida no parlamento em abril.

Condutores de trens, professores, funcionários de hospitais públicos e outros profissionais estão em greve na França. A Torre Eiffel ficou fechada durante todo o dia. O aeroporto Charles de Gaulle não foi fechado, mas 20% dos voos foram cancelados.

(Com Estadão Conteúdo)

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