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Polícia bloqueia protesto anti-Maduro na Venezuela e usa gás lacrimogêneo contra manifestantes

Protestos que pedem a saída do presidente venezuelano tomam o país

Forças de segurança da Venezuela usaram gás lacrimogêneo nesta quarta-feira em Caracas para dispersar manifestantes que cobram a realização do referendo revogatório para pôr fim ao governo de Nicolás Maduro.

No terceiro dia de protestos da oposição em uma semana, milhares de pessoas se dirigiram ao centro da capital venezuelana, planejando marchar até a sede do conselho eleitoral nacional, onde se arrasta o processo do referendo. Porém, soldados da Guarda Nacional e a polícia isolaram o quarteirão onde os manifestantes pretendiam se reunir.

Os manifestantes seguiram para ruas próximas com bandeiras, gritando bordões contra Maduro, e então as forças de segurança lançaram gás lacrimogêneo contra cerca de cem pessoas que tentavam passar por uma barreira.

“Eles estão assustados. Os venezuelanos estão cansados, com fome”, disse o manifestante Alfredo Gonzales, de 76 anos, que usava um cachecol cobrindo a boca e disse ter sido alvo de spray de pimenta.

Uma manifestação anti-Maduro na semana passada também acabou em violência, com tropas usando gás lacrimogêneo para conter pessoas que atiravam pedras. Um policial chegou a usar spray de pimenta contra o líder da oposição, Henrique Capriles.

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Os protestos acontecem um dia após Maduro dizer que o Parlamento, controlado pela oposição, se tornou irrelevante, enquanto seus inimigos políticos fazem pressão para realizar um referendo que tire o presidente do poder. A coalizão opositora ganhou controle da Assembleia Nacional nas eleições de dezembro, mas todas as medidas legislativas foram derrubadas pela Suprema Corte que apoia o governo.

Maduro, que em 2013 venceu a eleição para substituir Hugo Chávez, acusa Capriles e outros líderes da oposição de tentativa de golpe, com a ajuda dos Estados Unidos. Na sexta-feira, o socialista causou revolta ao estender o estado de “emergência econômica” na Venezuela, um subterfúgio para seguir no cargo em meio às graves dificuldades econômicas que abalam o país.

(Com Reuters)

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