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Para criticar Trump, Igreja americana coloca Jesus, Maria e José em jaulas

Igreja questionou como a família sagrada seria recebida hoje pelos Estados Unidos; Há um presépio comum montado dentro do local

Por Da Redação - 9 dez 2019, 16h35

Uma Igreja Metodista da Califórnia decidiu montar a cena da natividade de Cristo de uma forma a criticar a política imigratória do presidente, Donald Trump, ao separar Jesus, Maria e José em jaulas. Nas redes sociais, a foto viralizou.

O governo americano é acusado de separar as famílias de imigrantes que tentam atravessar a fronteira sul dos Estados Unidos. A prática consistia em separar pais e filhos e coloca-los em campos de detenção que ofereciam pouca, ou nenhuma, infraestrutura e qualidade de vida, como produtos de higiene ou até camas. As crianças foram enviadas para centros de acolhida em lugares diferentes do país.

“Um tempo no qual em nosso país refugiados buscam refúgio nas nossas fronteiras e são forçados a se separar, podemos considerá-las como a família de refugiados mais conhecida no mundo”, escreveu Karen Clark Ristine, reverenda da Igreja de Clearmont, responsável pela montagem do presépio.

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“Pouco após o nascimento de Jesus, Maria e José foram forçados a fugir com seu filo recém-nascido de Nazaré para o Egito para fugir do tirano rei Herodes. Eles temiam serem perseguidos e mortos”, continuou Ristine contando a história de Jesus. “E se essa família buscasse refúgio no nosso país hoje?”, afirmou.

Ristine ainda pediu para que se imaginasse se Maria e José fossem separados na fronteira e Jesus, ainda bebê, fosse tirado de sua mãe e colocado atrás das grades de um Centro de Detenção “onde mais de 5,500 crianças foram levadas nos últimos três anos”.

A reverenda concluiu dizendo que dentro da Igreja há um presépio normal para os fiéis.

Trump possui uma retórica dura contra a imigração irregular aos Estados Unidos, tendo como a maior promessa de campanha a construção de um muro que separe seu país do México.

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