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‘Panama Papers’: MP argentino investigará Macri por empresas offshore

Macri foi apontado pelos documentos vazados como sócio de uma empresa de fachada nas Bahamas

Por Da Redação - 7 abr 2016, 13h52

Um procurador federal argentino anunciou nessa quinta-feira a abertura de uma investigação sobre a participação do presidente Mauricio Macri em duas sociedades offshore, uma delas revelada na investigação mundial denominada Panama Papers. A investigação deve examinar uma possível “omissão de dados em sua declaração jurada”. O procurador Federico Delgado declarou à rádio Continental que já há elementos para investigar Macri, depois que o deputado kirchnerista Norman Martínez apresentou uma denúncia contra ele. “O que fizemos foi, efetivamente, pedir ao juiz (Sebastián) Casanello a abertura de uma investigação”, explicou.

Delgado pediu que sejam solicitadas informações à autoridade fiscal argentina (AFIP) e um parecer do órgão anticorrupção, entre outras fontes, para determinar se Macri omitiu “maliciosamente” sua declaração de bens.

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Macri foi apontado pelos documentos vazados no caso Panama Papers como sócio da empresa Fleg Trading Ltd, localizada nas Bahamas e que seria uma fachada para evasão de divisas e lavagem de dinheiro. O presidente argentino afirmou que a empresa foi criada pelo seu pai, Franco Macri, há dezoito anos com o objetivo de investir no Brasil com sua empresa Pago Fácil. Segundo Macri, o investimento nunca foi concretizado.

“A sociedade foi criada em 1998 e deixou de operar em 2008 porque não houve investimento. Está tudo perfeito. Ela foi declarada na DGI Argentina [a receita federal argentina]”, disse Mauricio Macri ao programa Voz y Voto, transmitido pelo Canal C, na última segunda-feira. “Há quem use paraísos fiscais para esconder dinheiro obtido de forma ilícita”, disse o presidente. “Nós não tivemos nem conta bancária”, acrescentou.

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(Da redação)

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