Clique e assine com 88% de desconto

Obama: jornalistas são parcialmente culpados por tom da disputa presidencial

O presidente dos EUA disse que a mídia tem a responsabilidade de ir mais fundo, apesar do ritmo "da era do smartphone" e das pressões financeiras sobre o jornalismo

Por Da Redação - 29 mar 2016, 10h59

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, colocou parte da culpa pelo tom da atual campanha presidencial do país em um jornalismo político que vem sendo limitado por orçamentos cada vez menores nas redações que têm foco em retuítes e números de curtidas nas redes sociais. Em um discurso feito durante um prêmio jornalístico na noite desta segunda-feira, Obama pediu aos profissionais da área para fazer perguntas mais difíceis aos pré-candidatos.

Ele expressou consternação com a retórica vulgar, a violência nos comícios e as promessas de campanha fantasiosas que vêm rendendo manchetes continuamente – uma referência velada a Donald Trump, pré-candidato republicano favorito nas pesquisas em seu partido. “A pergunta número um que estou ouvindo quando viajo pelo mundo ou falo com líderes mundiais neste momento é ‘o que está acontecendo na América?'”, afirmou Obama, descrevendo o alarme internacional com a dúvida sobre a continuidade do funcionamento eficaz do país.

Leia também

Homem armado é baleado e detido no Capitólio

Continua após a publicidade

Eleições americanas podem ser decididas por mulheres solteiras

Bernie Sanders vence primárias democratas no Alasca e em Washington

“Não é porque pessoas de todo o mundo nunca viram uma política louca. É que elas entendem que a América é o lugar onde você não pode se dar ao luxo de ter uma política louca”, disse. “Quando nossas autoridades eleitas e nossas campanhas políticas se tornam inteiramente desenfreadas diante da razão, dos fatos e das análises, quando não importam o que é verdade e o que não é, isso torna praticamente impossível para nós tomarmos boas decisões em nome das gerações futuras”, afirmou Obama.

Obama disse que as organizações de mídia têm a responsabilidade de ir mais fundo, apesar do ritmo mais veloz “desta era do smartphone” e das pressões financeiras maiores sobre o jornalismo como negócio. Os eleitores “seriam mais bem servidos se bilhões de dólares de mídia gratuita tivessem uma responsabilização séria, especialmente quando políticos divulgam planos impraticáveis e fazem promessas que não podem manter”, disse.

Continua após a publicidade

(Com agência Reuters)

Publicidade