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Obama apresenta plano para fechar prisão de Guantánamo

"Há muitos anos ficou claro que o centro de detenção da baía de Guantánamo não faz nossa segurança nacional avançar. Ele a enfraquece", afirmou Obama na Casa Branca

(Atualizado às 13h21)

O presidente americano Barack Obama afirmou nesta terça-feira que a prisão de Guantánamo prejudica a imagem dos Estados Unidos e enfraquece sua segurança nacional, em pronunciamento apresentando um plano para o fechamento do criticado centro de detenção em Cuba. “Há muitos anos ficou claro que o centro de detenção da baía de Guantánamo não faz nossa segurança nacional avançar. Ele a enfraquece”, afirmou Obama na Casa Branca.

O projeto da Casa Branca contempla transferir entre 30 e 60 presos ao território americano, medida que conta com a oposição dos republicanos. O plano que será apresentado ao Congresso lista treze possíveis instalações em solo americano para onde os detentos poderão ser transferidos. Dominado por parlamentares republicanos, a ação de Obama deve encontrar resistência no Congresso.

Além das frequentes denúncias sobre a irregularidade da prisão, que mantém presos à revelia das leis americanas, o centro de detenção de Guantánamo, que funciona em uma base militar que os EUA mantêm em Cuba, custa aos cofres públicos 445 milhões de dólares (quase 2 bilhões de reais) por ano. Segundo a Casa Branca, a transferência dos detentos para prisões nos EUA representaria uma economia anual de até 85 milhões de dólares (340 milhões de reais).

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Entre as opções estão Fort Leavenworth, no Kansas, e uma área da Marinha em Charleston, na Carolina do Sul, além de uma prisão de segurança máxima em Florence, no Colorado, segundo funcionários. O Congresso proíbe atualmente a transferência de presos de Guantánamo para os EUA, por isso Obama pode lançar mão de uma ordem executiva para buscar uma solução, caso o impasse prossiga.

Em uma entrevista coletiva no final do ano passado, Barack Obama reforçou seu desejo de trabalhar com o Congresso para fechar o centro de detenção de Guantánamo. Ele sugeriu que poderia agir mediante decretos, burlando uma possível negativa do Congresso para um esforço conjunto, e admitiu que “Guantánamo é um ímã fundamental no recrutamento de jihadistas”.

Os Estados Unidos abriram a prisão de Guantánamo para manter suspeitos de terrorismo após os ataques de 11 de setembro de 2001. Nos últimos anos, os EUA liberaram dezenas de presos que não tinham acusações formais ou não forneciam riscos para a segurança nacional. Dos 91 presos atualmente em Guantánamo, 35 receberam a aprovação para serem enviados a outros países “nos próximos meses”. Dos 56 restantes, dez enfrentam acusações ou foram condenados em processos perante comissões militares e os demais são considerados muito perigosos para sair em liberdade ou serem transferidos a outro país.

(Da redação)

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