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Número de mortos em terremoto no Equador passa de 400

Equipes de resgate ainda procuram por sobreviventes nos escombros

O número de mortos no terremoto de 7.8 graus na escala Richter que atingiu o Equador no sábado subiu para 413 nesta segunda-feira, segundo informou o comunicado do governo. O pior tremor no país em décadas, seguido por mais de 200 abalos secundários, deixou também mais de 2.000 feridos, destruiu construções e cortou o fornecimento de energia elétrica a milhares de equatorianos. Com muitas pessoas sob os escombros, o número de vítimas fatais pode subir ainda mais.

Na cidade de Portoviejo, área mais atingida pelo tremor, o presidente Rafael Correa disse à agência de notícias Reuters que o custo de reconstrução será de “bilhões de dólares”.

Na cidade costeira de Chamanga, autoridades estimam que mais de 90% das casas foram danificadas. Em Pedernales, sobreviventes passaram a noite em colchões ou cadeiras de plástico perto dos destroços de suas residências, patrulhados pela polícia e pelo Exército.

A Cruz Vermelha da Espanha afirma que 100.000 pessoas precisam de assistência em vilarejos de pescadores e cidades litorâneas, reportou o jornal The Guardian. O país enviou um avião militar com 47 expecialistas ao Equador. Outras equipes de salvamento também partiram do México e da Colômbia. Cerca de 800 voluntários e integrantes da Cruz Vermelha do Equador estão envolvidos nos trabalhos de resgate e ajuda aos sobreviventes.

O terremoto da noite de sábado foi o mais forte no Equador desde 1979. Teve duração de aproximadamente um minuto e afetou seis províncias da costa equatoriana, de norte a sul.

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(Da redação)

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