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No Uruguai, presidente destitui comandante e chefes militares

Crise começou por que o general José González ocultou que um militar da reserva admitiu um crime da ditadura militar

O presidente Tabaré Vázquez destituiu nesta segunda-feira, 1, o comandante do Exército do Uruguai, general José González, por ter ocultado que um militar da reserva admitiu um crime da ditadura militar. González havia assumido o posto havia apenas duas semanas. Além disso, o ministro da Defesa Nacional, Jorge Menéndez, apresentou sua demissão.

A crise surgiu quando se soube que, em um Tribunal de Honra que o Exército realizou para o tenente-coronel da reserva José Gavazzo, este admitiu que em 1973 lançou ao rio o corpo de um guerrilheiro tupamaro para desaparecer com ele. Nem os integrantes do tribunal nem o comando do Exército comunicaram o caso à promotoria do país.

Vázquez também afastou outros cinco generais. Dois deles integraram o mesmo tribunal e outros três formaram parte de um tribunal que ratificou a decisão original. Segundo comunicado da presidência, Vázquez havia homologado o Tribunal de Honra sem ter lido a totalidade de suas atas e só soube da confissão de Gavazzo ao ler o informe publicado no sábado pelo jornal El Observador.

Gavazzo, condenado por 28 homicídios, é um dos símbolos máximos da repressão da ditadura militar que governou o Uruguai entre 1973 e 1985. Duas semanas atrás, o presidente já havia removido o comandante anterior do Exército, o general Guido Manini Ríos. Líder do Exército na época do Tribunal de Honra, Manini Ríos também não denunciou o caso à promotoria.

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Comentários

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  1. Paulo Bandarra

    E ainda querem que o terrorismo fique impune.

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  2. Paulo Bandarra

    Ele que não aceita anistia geral e irrestrita até hoje.

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