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No Canadá, ministra se demite por escândalo que ameaça Trudeau

Premiê é acusado de pressionar ex-procuradora-geral em caso contra empresa canadense acusada de pagar propina ao governo líbio

Outro membro do governo do premiê do Canadá, Justin Trudeau, pediu demissão por causa do escândalo que abala o governo em ano eleitoral. Presidente do Conselho do Tesouro, Jane Philpott, considerada uma estrela entre os ministros, afirmou em carta nesta segunda-feira, 4, que estava “insustentável” para ela continuar no gabinete, já que não podia defender o governo.

Amiga de Philpott, a ex-procuradora-geral Jody Wilson-Raybould testemunhou na semana passada e afirmou que Trudeau e outros membros do governo tentaram indevidamente pressioná-la a evitar um processo contra uma importante companhia de engenharia canadense, em um caso que envolve alegações de corrupção na Líbia. Wilson-Raybould pediu demissão no mês passado, após ter sido rebaixada para o Ministério de Assuntos dos Veteranos um mês antes.

O escândalo tem abalado o governo de Trudeau. Gerald Butts, assessor próximo e amigo do premiê, pediu demissão no mês passado e deve testemunhar nesta quarta-feira, 6, em um comitê do Parlamento, em defesa do premiê.

Trudeau admitiu que levantou o assunto com Wilson-Raybould, mas disse que isso foi apropriado. Philpott tomou o lado de Wilson-Raybould na divergência com o premiê. Philpott disse que continuará como membro do Parlamento no Partido Liberal, de Trudeau. Wilson-Raybould disse o mesmo na semana passada, mas não quis dizer se confiava no primeiro-ministro. Trudeau, por sua vez, disse que ainda decidirá se Wilson-Raybould poderia seguir como integrante de seu partido no Parlamento.

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Líder do oposicionista Partido Conservador, Andrew Scheer afirmou que o governo está um “caos” e que Trudeau deveria renunciar. Além disso, pediu uma investigação policial do episódio.

A empresa envolvida no caso é a SNC-Lavalin, importante para a economia local, com 9 mil funcionários no país e cerca de 50 mil pelo mundo. Se condenada por supostos pagamentos de propina relacionados com contratos na Líbia, a companhia pode ser barrada de fazer negócios com o governo federal durante uma década. Fonte: Associated Press.

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