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Militares do Sudão dizem concordar com exigências de protestos

Exército ocupa o poder no país desde a queda do presidente Omar al Bashir

Os militares que ocupam o poder no Sudão desde a queda do presidente Omar al Bashir anunciaram, nesta quarta-feira 25, que “concordam com a maioria das exigências” dos líderes dos protestos populares, após uma reunião que terminou com a demissão de três membros do Conselho Militar.

“Concordamos com a maioria das exigências apresentadas em um documento da Aliança pela Liberdade e Mudança (ALC)”, disse à imprensa o general Shamsedin Kabashi, porta-voz do Conselho Militar de Transição, após uma reunião entre militares e a oposição, que exige a entrega do poder a uma autoridade civil.

Um dos líderes da oposição presentes na reunião, Ahmed al Rabia, acrescentou que as partes também concordaram em formar um Conselho Conjunto, sem dar detalhes. Logo em seguida, o Conselho Militar anunciou a demissão de três de seus membros, os generais Omar Zain al Abdin, Jalaludin Al Sheikh e Al Tayieb Babikir.

Uma das lideranças dos protestos, a Associação de Profissionais Sudaneses (SPA) pediu ao conselho militar “que ceda imediatamente o poder a um governo civil” e pediu ao “governo de transição e às Forças Armadas que levem Bashir à justiça”.

A SPA também exigiu o julgamento das pessoas que cometeram o golpe de Estado de 1989, que levou Bashir ao poder ao derrubar um governo democraticamente eleito.

A reunião desta quarta-feira teve a participação dos militares e dos líderes da ALC, que agrupa as principais organizações da contestação.

O Conselho Militar de Transição assumiu o poder no Sudão após a queda de Bashir, no dia 11 de abril, diante da pressão popular.

(Com AFP)

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