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Maduro pede que Supremo declare lei de anistia “inconstitucional”

Por Da Redação - 7 abr 2016, 21h53

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou nesta quinta-feira que pediu ao Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) que “declare inconstitucional” a chamada Lei de Anistia e Reconciliação Nacional, que foi aprovada recentemente pela maioria opositora do Parlamento para libertar seus líderes da prisão.

“Dado que a considero uma lei para a guerra, para o ódio, dado que a considero um autoperdão dos golpistas onde confessam seus crimes durante dezessete anos, eu decidi hoje mesmo, e peço que vocês acompanhem essa mobilização, enviar este documento pedindo à Sala Constitucional que declare inconstitucional a Lei de Anistia Criminal”, disse Maduro, em cadeia obrigatória de rádio e televisão, durante um ato público no palácio presidencial de Miraflores.

No evento, Maduro assegurou que o chavismo já recolheu mais de dois milhões de assinaturas para que o Executivo se negue a referendar a norma que libertaria políticos presos como o líder do partido Vontade Popular, Leopoldo López, e o prefeito metropolitano de Caracas, Antonio Ledezma.

“Eu os convoco para que continuemos criando consciência e para coletar pelo menos dez milhões de assinaturas da consciência nacional”, finalizou.

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Forças Armadas – Na quarta-feira, o ministro venezuelano da Defesa, general Vladimir Padrino, manifestou sua rejeição à lei de anistia. “Consideramos isso um projeto de lei que atenta contra a paz da República e que atenta contra a democracia”, afirmou Padrino, em um fórum do alto comando militar convocado para analisar a anistia.

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(Com EFE)

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