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Maduro denuncia violação do espaço aéreo da Venezuela por avião militar dos EUA

Segundo o presidente venezuelano, a aeronave entrou ilegalmente no espaço aéreo de seu país duas vezes na última semana para espionagem

Um avião militar “com capacidades técnicas letais” dos Estados Unidos entrou ilegalmente no espaço aéreo venezuelano em duas ocasiões na última semana, assegurou nesta terça-feira o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. “Nossa aviação militar detectou o ingresso ilegal, para trabalhos de espionagem incomuns, do avião Boeing 707E3 Sentry, que tem todos os mecanismos para a espionagem”, disse Maduro durante uma entrevista coletiva no palácio presidencial de Miraflores em Caracas.

Este tipo de avião, segundo declarou, é usado pelos Estados Unidos “para apoiar comunicações de grupos armados em áreas de guerra ou para preparar ações para inutilizar equipamentos eletrônicos de funcionamento do governo, da força armada nacional ou da economia”. A aeronave militar fez duas incursões ilegais no espaço aéreo venezuelano, a primeira em 11 de maio e a segunda no dia 13 desse mesmo mês, revelou o presidente. De acordo com Maduro, o avião foi interceptado pela força aérea venezuelana e obrigado a abandonar o território.

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No país caribenho está em vigor desde ontem um “estado de exceção e emergência econômica” decretado por Maduro por um período de 60 dias, prorrogáveis por um lapso similar, para fazer frente às supostas ameaças de golpe de Estado que, segundo o governante, são forjadas nos Estados Unidos. O chefe de Estado sustenta que o país quer ser levado por agentes externos, com atores políticos internos aliados, “a uma situação de violência generalizada”, que justifique uma intervenção militar estrangeira.

Anteriormente, o presidente venezuelano já denunciou outras tentativas externas de golpe contra a Venezuela. Segundo ele, um dos maiores perseguidores de seu governo são os Estados Unidos, que estão “desesperados” para fazer avançar com um golpe de Estado e usam a imprensa americana para pedir uma intervenção estrangeira no seu país. No ano passado, acusou também os jornais colombianos de travarem uma campanha contra a Venezuela e chegou a dizer que o governo de Bogotá organizava um plano para assassiná-lo.

(Com agência EFE)

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