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Kerry visita Hiroshima, mas se nega a pedir desculpas pela bomba

O secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, afirmou nesta segunda-feira que “todo mundo deveria visitar Hiroshima”, e expressou seu desejo de que Barack Obama seja o primeiro presidente americano a conhecer a cidade japonesa atacada com uma bomba atômica. No domingo, Kerry negou que seu país iria pedir desculpas pelas mais de 200.000 mortes causadas pela bomba lançada em 1945. Rumores sobre uma possível retratação dos Estados Unidos vinham circulando havia meses, ainda mais porque Obama estuda ir a Hiroshima antes do fim do seu mandato.

Kerry afirmou que se sente “profundamente comovido e honrado” após se tornar o primeiro chefe da diplomacia dos EUA a visitar o Museu e o Parque da Paz, que homenageiam as vítimas. O secretário de Estado estava acompanhado do chanceler japonês, Fumio Kishida, que nasceu em Hiroshima. Kerry qualificou de “impactante e estarrecedora” a exibição permanente do Museu Memorial da Paz, que é centrada nos efeitos que a bomba nuclear jogada no dia 6 de agosto de 1945, no fim da II Guerra Mundial, causou em seus habitantes e na cidade.

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“É um reflexo da extraordinária complexidade que representam as decisões tomadas em tempo de guerra, e do que sações representam para as pessoas”, disse Kerry, destacando em particular as fotografias de vítimas da explosão nuclear e uma recriação da cidade antes e depois do bombardeio. A imprensa americana especula que Obama pode aproveitar sua viagem ao Japão para participar da cúpula de líderes do G7, entre os dias 26 e 27 de maio, para visitar a cidade de Hiroshima.

(Da redação, com ANSA)

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