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Justiça do Japão decide que caiaque em forma de vagina é arte

Artista que criou o objeto havia sido acusada de obscenidade e chegou a ser presa em 2014

Por Da Redação - 10 maio 2016, 17h15

Há dois anos, a artista japonesa Megumi Igarashi, 44 anos, confundiu arte com mau gosto ao distribuir um modelo digital de sua própria vagina para impressão 3D. Não satisfeita, lançou uma campanha de arrecadação de fundos para construir caiaques com o formato de sua genitália. O objetivo, segundo ela, era “desmistificar” o órgão. No entanto, sua iniciativa provocou reações extremas das autoridades japonesas, que chegaram a prender Megumi.

Nesta terça-feira, porém, a artista teve uma vitória na justiça. As autoridades japonesas, segundo a emissora americana CNN, decidiram que os tais caiaques não são objetos obscenos, mas sim pop arte. Megumi livrou-se dessa acusação, mas terá de pagar uma multa de 400.000 ienes (cerca de 12.700 reais) por ter distribuído o modelo digital de sua vagina para outras pessoas.

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O Japão tem uma forte indústria pornográfica, principalmente com mangás e animes explícitos. Porém, distribuir imagens sem censura de órgãos genitais reais é considerado crime, segundo as leis de obscenidade do país.

Após a sentença judicial, Igarashi criticou a decisão e defendeu seu trabalho, dizendo que, tecnicamente, dados em 3D não são reais e, portanto, não devem ser entendidos como explícitos perante a lei. O caiaque é mais uma das obras da artista inspiradas na anatomia feminina – outras incluem capas de smartphone e luminárias.

(Da redação)

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