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Israelense que queimou adolescente palestino vivo é condenado por assassinato

Sentença será conhecida no prazo de um mês

Um tribunal de Jerusalém condenou nesta terça-feira o nacionalista Yosef Jaim Ben David, de 31 anos, pelo assassinato em 2014 de um menor palestino que foi queimado vivo por ele e mais dois menores como vingança pela execução dias antes de três adolescentes judeus no distrito cisjordaniano de Hebron.

Muhamad Abu Khadir, jovem de 16 anos de Jerusalém Oriental, foi sequestrado por Ben David e dois menores que o acompanhavam, depois levado a uma floresta onde foi queimado vivo em setembro de 2014. Um dos menores jogou gasolina em Abu Khadir, e Ben David ateou fogo ao rapaz.

O assassinato do palestino foi cometido como vingança pelo sequestro e assassinato de três adolescentes judeus em um cruzamento da Cisjordânia, cujos corpos apareceram depois no distrito de Hebron.

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O assassinato, que aconteceu pouco antes da escalada que levou à última guerra entre o movimento islamita Hamas e Israel, comoveu a sociedade israelense pela violência.

O processo judicial estava interrompido há três meses à espera de que os juízes decidissem se Ben David era responsável por seus atos no momento dos fatos, depois de a defesa alegar que sofreu um surto psicótico – dois relatórios psiquiátricos contraditórios sobre seu estado atrasaram a decisão dos juízes.

“Sabíamos desde o princípio que não estava louco, que era um mentiroso. Nos dói, muito. O julgamento durou demais. Cada vez que o vemos, nos arde o sangue”, disse hoje nos tribunais Hussein Abu Khadir, pai da vítima.

A pena imposta a Ben David por assassinato será conhecida no prazo de um mês. Os dois menores que também cometeram o crime já estão presos. Um deles foi sentenciado à prisão perpétua, e o outro a 21 anos de prisão.

(Com EFE)

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