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Hillary dá por encerrada disputa democrata: vitória de Sanders ‘é impossível’

Em entrevista à rede CNN, Clinton também afirmou que Donald Trump é incapaz de comandar o país

A ex-secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, afirmou nesta quinta-feira em entrevista à emissora americana CNN que as primárias do Partido Democrata “efetivamente já acabaram” e que é “impossível” que o candidato do partido nas eleições presidenciais de novembro não seja ela. “Já é um fato. É impossível que não seja eu”, respondeu ao ser perguntada sobre a disputa que ainda mantém contra o senador Bernie Sanders.

Embora Hillary lidere as prévias democratas com uma ampla vantagem, ainda faltam vários estados para votar, alguns deles muito populosos como Califórnia e Nova Jersey. De fato, o candidato do partido não será conhecido oficialmente até a convenção democrata em julho, na Filadélfia.

As palavras da ex-primeira dama na CNN não repercutiram bem na campanha de Sanders, que respondeu logo depois com um comunicado no qual assegurou que “milhões de americanos têm cada vez mais dúvidas sobre a campanha de Hillary”. “Nas últimas três semanas, os eleitores em Indiana, Virgínia Ocidental e Oregon contrariaram respeitosamente Hillary Clinton. Esperamos que os eleitores nas oito disputas restantes façam o mesmo”, acrescentou na nota, em referência às três últimas vitórias em primárias sobre a rival.

O cenário atual das prévias apontam a clara vantagem de Hillary, apesar de não haver confirmação oficial da escolha. Na teoria, ela ainda precisa de 615 votos para chegar aos 2.383 necessários para receber a indicação direta, enquanto Bernie busca 889. Porém, o partido democrata conta com “superdelegados”, cargos orgânicos ou eleitos que escolhem o candidato à margem dos eleitores. Destes, 525 há declararam apoio a Clinton e apenas 39 a Sanders – todos, contudo, podem mudar de voto a qualquer momento.

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A favorita democrata também afirmou na entrevista que o virtual indicado do Partido Republicano, o bilionário Donald Trump, “não está qualificado para ser presidente” dos Estados Unidos. “Eu sei como é difícil este trabalho e sei que requer constância, assim como força e inteligência, e cheguei a esta conclusão”, comentou. Hillary criticou especialmente a proposta do magnata de proibir temporariamente a entrada de muçulmanos aos Estados Unidos, enquanto durar a ameaça do terrorismo jihadista. Além disso, assegurou que Trump está sendo “usado como ferramenta de recrutamento para que mais gente se una à causa terrorista”.

O republicano respondeu às acusações em comunicado, no qual defendeu sua proposta e criticou a provável rival por ter “um julgamento ruim e não ser apta para exercer a presidência neste momento delicado e difícil da história de nosso país”.

(Com EFE)

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