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Guaidó se reúne com Mauricio Macri em Buenos Aires em busca de apoio

Em discurso semelhante ao usado no Brasil, líder opositor da Venezuela afirmou que ‘hoje foi um dia histórico’

O líder oposicionista venezuelano Juan Guaidó se reuniu nesta sexta-feira, 1, com o presidente argentino, Mauricio Macri, em Buenos Aires, como parte de um giro por países sul-americanos que o apoiaram em desafio ao governo de Nicolás Maduro.

Presidente da Assembleia Nacional venezuelana que se autoproclamou presidente interino em 23 de janeiro, Guaidó chegou à capital argentina após visitar Paraguai e Brasil, onde também foi recebido pelos respectivos presidentes.

“Tivemos um excelente encontro com Macri, que estava muito preocupado com o que está acontecendo na Venezuela, hoje foi um dia histórico”, afirmou, depois da reunião breve com o presidente argentino.

“Hoje se inicia uma nova etapa das relações entre Venezuela e Argentina”, disse Guaidó, ressaltando que os novos vínculos entre os dois países não serão “baseados nos interesses de poucos, mas baseados na democracia”.

Em Brasília nesta quinta-feira 28, o opositor venezuelano também afirmou que seu encontro com Jair Bolsonaro marcou um “novo começo” na associação entre a sua nação e o Brasil.

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Para o interino, o apoio que vem recebendo de líderes políticos estrangeiros é amplo. “É um reconhecimento à democracia e à luta”, destacou.

Após a Argentina, Guaidó visitará o Equador, confirmou o presidente Lenín Moreno, e depois seguirá para o Peru.

Guaidó anunciou mais mobilizações nas ruas da Venezuela e a entrada de ajuda humanitária para mitigar as necessidades de mais de 300.000 pessoas, durante sua visita ao Paraguai. O presidente da Assembleia Nacional foi reconhecido como presidente interino pelo Brasil, Argentina e por volta de outros 50 países.

O venezuelano saiu da Venezuela na sexta-feira passada, 22 de fevereiro, para acompanhar a tentativa de entrada de ajuda humanitária no país pela fronteira com a Colômbia.

Desde então, muito se discute se conseguirá retornar ao seu país, já que Maduro ordenou o fechamento das fronteiras da Venezuela com a Colômbia e com o Brasil. Além disso, o chavista já afirmou que seu opositor responderá na Justiça assim que chegar em Caracas.

Guaidó é investigado pelo procurador-geral chavista Tarek William Saab por suas ações contra “a paz, a economia e o patrimônio” da Venezuela. Como parte do processo, ele foi submetido a medidas cautelares, entre elas a proibição de deixar o país.

Em seu discurso em Brasília, contudo, o venezuelano garantiu que pretende voltar a Caracas até segunda-feira, 4, apesar das ameaças de Maduro.

(Com Reuters)

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