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EUA punem militares por ataque a hospital no Afeganistão

Membros das forças armadas envolvidos no caso confundiram o prédio com instalações do Talibã e mataram 42 civis no ano passado; eles não vão enfrentar processo criminal

Por Da Redação - 28 abr 2016, 18h32

Dezesseis militares americanos foram punidos com ações disciplinares por erros que levaram ao bombardeio de um hospital no Afeganistão, em outubro no ano passado, afirmou o Pentágono. O ataque aéreo na cidade de Kunduz deixou 42 mortos.

Segundo as autoridades, os militares receberam sanções administrativas, o que não envolve julgamento na corte marcial, destinada a ofensas criminais consideradas graves pelas forças armadas. Entre os punidos estão membros das forças de operações especiais, incluindo um general de alto escalão.

Ainda que nenhum dos envolvidos tenha ido a julgamento, em muitos casos uma reprimenda ou uma suspensão pode acabar com uma carreira militar nos Estados Unidos.

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O hospital, operado pela entidade Médicos Sem Fronteiras, foi atacado por um avião AC-130 de operações especiais da força aérea americana, um dos mais letais do arsenal. A organização de caridade qualificou a ação como “implacável e brutal”.

Um relatório militar divulgado no ano passado informou que a tripulação do avião foi enviada para atacar um centro de comando do Talibã em outro prédio, a 400 metros do hospital. Devido a problemas nos sensores de localização, a equipe precisou se basear na descrição física do local e atingiu o prédio errado, mesmo sem ter identificado qualquer atividade hostil no local. O avião disparou 211 vezes contra o hospital durante 29 minutos, até os comandantes perceberem o erro e determinarem o fim da ação.

(Com Estadão Conteúdo)

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