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Estudantes chineses apresentam doenças ligadas a contaminação química

Testes no entorno da escola identificaram substâncias altamente tóxicas no ar e no solo

Cerca de 500 estudantes da província de Jiangsu, na China, ficaram doentes depois que a escola onde estudam mudou-se para uma área onde funcionavam antigas fábricas de produtos químicos. De acordo com a rede de televisão chinesa CCTV, as crianças sofrem com dores de cabeça, sangramento pelo nariz, tosse, problemas de pele e até doenças mais graves, como linfoma e leucemia, desde setembro de 2015.

Segundo a imprensa local, testes no ar e no solo nos arredores da Changzhou Foreign Language School identificaram níveis perigosos de toxinas, incluindo clorobenzeno, que pode causar danos ao fígado, aos rins e ao sistema nervoso. Um antigo funcionário de uma das fábricas que ocupava o espaço afirmou à CCTV que a indústria despejou substâncias extremamente tóxicas em um rio local e enterrou lixo químico naquela área.

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De um total de 2.451 estudantes, 641 foram examinados e, destes, 493 foram diagnosticados com alguma enfermidade. “Tenho câimbras nas pernas, passei a ter espinhas e minhas mãos começaram a descamar”, disse uma garota de 12 anos à rede CCTV.

Ainda não existem provas concretas da relação entre o estado de saúde dos estudantes e a contaminação. Especialistas suspeitam, porém, que a hipótese seja verdadeira. O ministro do meio-ambiente da China anunciou nesta semana uma inspeção especial na escola e prometeu “trabalhar para proteger a saúde física e mental dos estudantes”.

(Da redação)

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