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Estudante iraquiano que falava em árabe ao telefone é expulso de avião nos EUA

Khairuldeen Makhzoomi conversava com seu tio pelo telefone e, quando desligou, um funcionário pediu que ele se retirasse do voo

Um estudante universitário iraquiano foi expulso de um avião da companhia aérea Southwest Airlines na Califórnia por conversar em árabe pelo telefone. Khairuldeen Makhzoomi esperava seu voo decolar do Aeroporto Internacional de Los Angeles com destino a Oakland, no dia 6 de abril, quando um funcionário ouviu a conversa e pediu que ele se retirasse da aeronave.

Makhzoomi acabara de sair de um evento onde o secretário-geral das Nações Unidas Ban Ki-Moon havia discursado e decidiu ligar para seu tio em Bagdá. “Eu estava muito animado com o evento, então liguei para o meu tio para contar tudo”, afirmou o estudante ao jornal The New York Times. Makhzoomi avisou que voltaria a falar com o tio quando chegasse ao destino e finalizou a ligação com uma típica expressão árabe, “inshallah”, ou “se Deus quiser”.

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A conversa parece ter sido mal interpretada por uma das passageiras do voo que, de acordo com o estudante, se levantou do seu assento e se dirigiu à cabine do avião para se queixar sobre ele. Um funcionário da Southwest Airlines pediu que o jovem se retirasse do avião. Segundo Makhzoomi, o comissário o tratou “como se fosse um animal” e o impediu de retornar ao voo.

A Southwest Airlines confirmou que o jovem foi retirado de um de seus voos antes da decolagem, mas afirmou que não tolera nenhum tipo de discriminação. Segundo a companhia aérea, ele foi removido por “comentários potencialmente ameaçadoras feitos a bordo de nossas aeronaves”. “Nós não removemos os passageiros de voos sem uma decisão colaborativa enraizada nos procedimentos estabelecidos”, disse a empresa. “Lamentamos qualquer experiência menos do que positiva a bordo dos nossos aviões.”

Khairuldeen Makhzoomi é estudante da Universidade da Califórnia e chegou aos Estados Unidos como refugiado iraquiano. “Eu e minha família passamos por muitas coisas e essa é só mais uma das experiências que tive”, disse o estudante ao The New York Times.

(Da redação)

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