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EI começa a libertar operários de fábrica reféns na Síria

Por Da Redação - 8 abr 2016, 17h41

Autoridades de uma localidade síria perto de Damasco concluíram nesta sexta-feira um acordo com o grupo Estado Islâmico (EI) para libertar cerca de 300 operários de uma fábrica, mantidos como reféns desde segunda-feira pelos jihadistas.

O Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH) ainda não conseguiu determinar quantos funcionários da fábrica de cimento Al Badia em Dumeir, 40 km ao nordeste da capital, foram libertados.

Os 300 trabalhadores foram sequestrados na última segunda-feira durante uma ofensiva do EI na região.

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Em um comunicado publicado on-line, a agência Amaq, ligada ao EI, indicou que a organização libertou cerca de 300 pessoas, mas que se recusou a libertar outras 20, acusando-as de pertencer a uma milícia pró-governo. Ainda segundo texto, quatro trabalhadores foram executados por serem drusos, um braço do Islã xiita detestado pelo EI.

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A localidade de Dumeir se encontra dividida em setores controlados pelo EI, pelos rebeldes islamitas e pelo Exército.

Nesta sexta, vários aviões bombardearam os arredores do aeroporto militar de Dumeir, onde violentos combates aconteceram, após a ofensiva do EI na segunda-feira, informou o OSDH.

O Estado Islâmico já fez vários sequestros coletivos em ataques anteriores. Em janeiro, por exemplo, sequestrou 400 pessoas, incluindo mulheres e crianças, na província de Deir Ezzor. No ano passado, o grupo sequestrou 220 cristãos assírios. Muitos foram libertados após negociações.

(Com AFP)

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