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Coreia do Norte inicia raro congresso do partido e exalta programa nuclear

O evento é a primeira reunião oficial do partido único em quase 40 anos

Por Da Redação - 6 maio 2016, 11h29

A Coreia do Norte abriu nesta sexta-feira o congresso de seu partido único, a primeira assembleia política em 36 anos. Milhares de delegados de todo o país chegaram à capital Pyongyang para assistir ao encontro do Partido dos Trabalhadores, que aconteceu no imponente Palácio 25 de abril. As autoridades oficiais não emitiram informações a respeito dos ritos do encontro, e mesmo os jornalistas estrangeiros convidados a acompanhá-lo não tiveram permissão de entrar no local. De acordo com a imprensa da vizinha Coreia do Sul, o congresso deve durar cerca de quatro dias e consolidar a liderança do ditador Kim Jong-un.

Antes do início do congresso, porta-vozes da Coreia do Norte exaltaram o progresso dos programas nuclear e de mísseis balísticos, com que Pyongyang desafia sanções da Organização das Nações Unidas (ONU). O principal jornal norte-coreano, o estatal Rodong Sinmun, elogiou o partido e Kim na edição desta sexta-feira e indicou que não haverá mudanças nas políticas na busca por crescimento econômico. Em uma coluna, o jornal disse que há uma estratégia de simultaneamente avançar com a construção econômica e com o poderio nuclear, com o objetivo de “lidar com os atos dos EUA para isolar e sufocar o país”.

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China – A China não terá delegados no congresso do partido comunista norte-coreano, informou a imprensa de Pequim. A declaração é um sinal da tensão entre o regime de Pyongyang e seu principal aliado. O governo de Pequim é o grande parceiro da Coreia do Norte, a quem proporciona a ajuda econômica que permite sua sobrevivência, apesar das sanções internacionais. Segundo o jornal oficial chinês The Global Times, a China não foi convidada a participar no congresso.

(Com AFP e Estadão Conteúdo)

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