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Congo deve recontar votos de eleição presidencial, diz bloco sul-africano

O segundo colocado, Martin Fayulu, afirma fraude na vitória do líder da oposição Felix Tshisekedi

Por - 13 jan 2019, 13h38

A República Democrática do Congo deveria recontar os votos de sua contestada eleição presidencial, a qual o segundo colocado afirma ter sido fraudulenta, disse a Comunidade de Desenvolvimento Sul Africana (SADC, na sigla em inglês) neste domingo, 13.

A votação de 30 de dezembro do ano passado deveria marcar a primeira transferência democrática de poder incontestada em 59 anos de independência inquieta e o começo de uma nova era após 18 anos de um mandato caótico do presidente Joseph Kabila.

O perdedor das eleições, Martin Fayulu, no entanto, afirma que ele teve uma vitória esmagadora e que o vencedor oficial, líder da oposição Felix Tshisekedi, fez um acordo com Kabila para ser declarado vitorioso. Tshisekedi e Kabila negam.

A Igreja Católica do Congo afirmou que as estatísticas compiladas por seu time de monitoramento mostram um vencedor diferente do anunciado pela comissão eleitoral, sem dizer quem.

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Uma violência isolada na pós-eleição pelo país, rico em minerais, de 80 milhões de pessoas, deixou o temor sobre a volta a um tipo de agitação de guerra civil que matou milhões desde 1990.

“Uma recontagem daria a reafirmação necessária tanto ao vencedor quanto ao perdedor”, disse a SADC em comunicado.

A SADC, que inclui antigos aliados de Kabila Angola e África do Sul, recomendou um governo de unidade nacional incluindo partes representando Kabila, Fayulu e Tshisekedi que poderia promover a paz.

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